O que fazer se tiver duas horas livres?

março 2, 2013 2 comentários

Represa Billings - São Paulo (Foto: Paulo Ciclista)

Represa Billings – São Paulo (Foto: Paulo Ciclista)

Se por sorte lhe sobrarem duas horas, por exemplo das 6 às 8 no sábado, veja se não dá para pegar uma estrada. Se a bike estiver em ordem e as pernas idem, duas horas lhe permitem percorrer aproximadamente 50 km, o suficiente para sair bastante da cidade. Deixo essa dica porque às vezes se pensa que é preciso mais tempo, meio dia ou um dia para pegar uma estrada. Digo que duas horas são suficientes para um pedal muito bom, sentar-se dez minutinhos à beira da represa, comer uma fruta e voltar.
Em geral esses pedais de improviso são solitários, pois para juntar a turma, perde-se fácil meia hora ou mais. Mas será que é perigoso pegar a estrada sozinho? Olha, acredito que os maiores perigos estejam mesmo dentro da cidade (os carros)…mas pedale por rodovias que conhece.
Um abraço.

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Como fazer um adaptador para V-Brake

fevereiro 2, 2013 2 comentários

Adaptador para cabo de V-Brake

Esses adaptadores são úteis para os freios traseiros de bikes antigas, como por exemplo, as Specialized Stumpjumper de 1993 ou 1994 e as Mongoose IBOC de 1994. Mas acredito que possam ser úteis para outros modelos da época porque era moda cada fabricante inventar a sua própria maneira de passar os cabos. Para citar outro exemplo, o cabeamento da minha GT Karakoram é extremamente peculiar, talvez um adaptador desse seja útil algum dia para mim. Como um leitor me escreveu perguntando a respeito, entrevistei o Paulo Francisco (de São Caetano) pelo Skype e publico aqui o conteúdo com a sua autorização:
[15:01:29] Paulo Ciclista: paulão
[15:01:53] Paulo francisco: Olá como vai vc.
[15:02:35] Paulo francisco: Andaste sumido.
[15:02:48] Paulo Ciclista: tudo bem. Tem um cara que tem uma Mongoose igual a sua e pergunta como você fez o adaptador para V-Brake.
[15:04:01] Paulo francisco: Hmm,diga a ele que eu adaptei usando uma braçadeira comercial.


[15:10:49] Paulo francisco: É,na verdade eu não fiz um desenho da peça,já que era uma só e pra meu uso.Se vc quiser me apresente a ele e eu faço um croqui do suporte.


[15:12:14] Paulo francisco: Vc se encontra frequentemente com ele ?
[15:12:47] Paulo Ciclista: Não. É leitor do blog.
[15:14:46] Paulo francisco: Ah, aí é difícil;mas vamos lá, pra fazer a tal peça é necessário uma certa habilidade e ferramentas, por acaso êle teria ?
[15:15:28] Paulo Ciclista: Ah ah, não sei. Começa falando o tipo de braçadeira que você usou. Parece aço inox.
[15:22:51] Paulo francisco: Olha,primeiro comprar uma braçadeira de aço inox na Florêncio de Abreu (nota:uma rua de São Paulo onde tem muitas lojas de ferramentas), em seguida conseguir um tarugo cilíndrico também de inox.Fazer com o tarugo uma peça idêntica àquela que apoia o conduite e está soldada no quadro,finalmente soldá-la com solda prata.Tudo isso é possível de ser feito com ferramentas simples exceto a solda que poderia ser numa oficina.
[15:23:28] Paulo Ciclista: E esse tarugo, onde arrumou?
[15:24:14] Paulo francisco: Num ferro-velho de inox,por incrível que pareça existe.
[15:24:52] Paulo Ciclista: Como ficou no formato certo?
[15:25:46] Paulo francisco: Perfeito, do mesmo tamanho.
[15:26:05] Paulo Ciclista: Como você fez para ficar no tamanho certo?
[15:26:40] Paulo francisco: Já comprei o tarugo na medida.
[15:26:57] Paulo Ciclista: Mas isso foi muita sorte, não?
[15:28:01] Paulo francisco: Não muita,existe uma infinidade de tamanhos e sempre haverá algum que se aproxime.
[15:28:20] Paulo Ciclista: Mas não teve que tornear ou furar nada?
[15:36:52] Paulo francisco: Fiz assim:cortei um pedaço do tarugo um pouco maior,coloquei-o no mandril da minha furadeira de bancada. Com uma lima e a furadeira girando arredondei a ponta,retirei da furadeira prendi com um alicate de pressão e furei longitudinalmente com um diâmetro para passar o cabo,a seguir da mesma forma alarguei com uma broca maior o furo inicial (sem trespassá-lo) com a medida do conduite e finalmente com uma serra fiz um talho longitudinal para encaixar o cabo.Uma limadinha aqui acolá lixa e está pronto para soldar.
[15:38:33] Paulo francisco: A,esqueci de dizer para cortar o excesso de comprimento após retirá-lo do mandril.
[15:39:13] Paulo Ciclista: E a braçadeira? Foi difícil para cortar o excesso?
[15:41:08] Paulo francisco: Não não, há vários comprimentos de braçadeiras,o importante é comprá-la na largura que combine com a peça.
[15:41:39] Paulo Ciclista: E a solda? É difícil de encontrar?
[15:43:29] Paulo francisco: Não acho,qualquer oficina que tem maçarico faz soldas com prata,no meu caso eu mesmo fiz.
[15:46:14] Paulo francisco: É claro que a natureza fez de tudo pra me atrapalhar,fechou a maioria dos ferro-velhos,afastou as lojas de soldas,sumiu com as braçadeiras etc,mas eu estou habituado com essas dificuldades.
[15:46:46] Paulo Ciclista: ah ah ah…você é persistente…
[15:47:06] Paulo Ciclista: posso colocar essa nossa conversa no blog?
[15:47:26] Paulo francisco: Ciclista né,claro que pode.
[15:48:24] Paulo francisco: Ciclista está habituado com as dificuldades,ainda mais onde a gente vive né.
[15:48:40] Paulo Ciclista: ah ah…aqui tudo é mais difícil e caro…


Acho muito interessante essas dicas do Paulo Francisco porque mostra a sua criatividade no desenho da peça e a persistência na procura pelos materiais. Acredito ser uma filosofia aplicável a muitos outros casos, no intuito de melhorar a amada bike.
Um abraço
Leia também: Mais que uma volta ao mundo – Uma bike com 50000 km

 

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Alinhamento de roda e tensão nos raios

Recebi pelo Facebook este vídeo interessante sobre alinhamento de roda. Costumo fazer em casa mesmo a montagem e o alinhamento das minhas rodas mas sempre tive dúvidas em relação à tensão correta nos raios. Achei interessante no vídeo a maneira como a resistência lateral da roda é testada e também a medição da tensão nos raios. Existem meios mais científicos do que apertar os raios com as mãos ou bater neles com uma ferramenta e ouvir o som. No site da Park Tool também tem um link interessante sobre a medição de tensão nos raios: Wheel Tension Measurement. Embora raramente tenha tido problemas com rodas devido ao meu baixo peso, vou conversar com o meu mecânico favorito. O objetivo é sempre fazer a manutenção de forma mais científica possível, pois é a maneira comprovada, replicável e portanto mais segura.
Um abraço.

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Paranapiacaba 140 km (2012)

Paulo na Rodovia Índio Tibiriça

Paulo na Rodovia Índio Tibiriça


Seguem as fotos da nossa viagem anual a Paranapiacaba realizada no dia 2 de dezembro. Participaram: Adalberto (MTB Giant XTC), Fábio (MTB Stumpjumper), Marcelo Luiz (MTB Soul), Paulo (MTB GT Karakoram). Resolvemos trocar na última hora para MTB ao invés de Speed por causa da ameaça de chuva. Duas pessoas não conseguiram ir por motivo de gripe, quero lhes dizer que se safaram de um grande sofrimento por causa do calor infernal de 39 graus. Mas é lógico que o prazer de fazer um pedal assim, em uma estrada ótima e com companheiros idem, compensa tudo. Leia mais…

Fibra de carbono quebra?

Fibra de carbono quebra? Depende. Os fabricantes diriam: se for uma peça de qualidade, instalada de forma adequada e não tiver sofrido nenhum impacto, é muito difícil. Mas você viu quantos SEs? Esse é o problema. Por exemplo, quando você cai um tombo: será que seu guidão, sua mesa ou seu garfo estão comprometidos?
Fui buscar no Youtube a resposta, procurando entender esse material através dos vídeos,  pois pelos textos não estava dando. Leia mais…

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Jamis Aurora Elite

Jamis Aurora Elite. (Clique na foto para ir ao site do fabricante)

Jamis Aurora Elite de cromoly. (Clique na foto para ir ao site do fabricante)

Fiquei bem impressionado com essa bike! Veja os detalhes nesta avaliação: Review Jamis Aurora Elite que é de algum ano anterior, mas tudo bem. Tente ver as fotos, ok? Esse tipo de bike não costuma mudar muito de ano para ano. Essa da foto é de 2013, mas o de 2012 já era bem parecida e tinha uma cor ainda mais linda, tem um link no site do fabricante. Essa bike vem totalmente equipada para um cicloturismo leve e vem com uma útil mesa facilmente regulável.
Lembro novamente que existem lojas ótimas representando essa marca no Brasil. Só não se lembram de trazer essas bikes de aço.
Um abraço.

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Dicas para pedalar com seus filhos

Se a criança já pedala, vá direto para o ítem 2). Não vamos perder tempo…

1) Ensinando a pedalar:

1.1) Ensinando o equilíbrio: eis aqui uma coisa que a criança vai ter que “pegar” por ela mesma, não tem como explicar isso. Cada um dos meus filhos aprendeu de uma forma diferente, acho que tem pelo menos quatro maneiras:

a) Você segurando a bicicleta e empurrando a criança: minha filha aprendeu assim, em metade de um dia. A grande dica aqui é para EVITAR INTERFERIR LATERALMENTE enquanto segura. Pensa bem: se você ficar forçando para os lados ou segurando para ela não tombar para os lados, essa força é sentida pela criança e isso confunde o seu aprendizado do equilíbrio. A tendência da bicicleta é se equilibrar por causa das rodas girando, e a roda da frente tem tendência de ficar em linha reta. Então, se você empurrar a criança apenas para frente, em pouco tempo a tendência é de um certo equilíbrio. Eu procurava empurrar apenas com UM DEDO e quando ela ia cair, eu segurava. Nessa fase, pedi para a minha filha NÃO PEDALAR. Queria que se concentrasse apenas em equilibrar. Depois de algum tempo, ela nem sabia se eu estava segurando ou não. Muitas vezes eu já a tinha soltado. Este método é o mais duro para os pais, cansa bastante…

b) “Strider bike”: uma boa idéia é a bicicleta chamada de “strider bike”,  que não tem pedais. Nas bikes normais, os pedais ficam atrapalhando e machucando as pernas quando as crianças colocam os pés no chão. Nas “strider bike”, elas empurram com as pernas e se concentram no equilíbrio. Resultado semelhante pode ser obtido retirando-se os pedais da bicicleta normal, mas nem sempre isso é fácil. Não usei esse método porque minhas crianças não quiseram. Às vezes têm vergonha, às vezes simplesmente não querem e pronto.

c) Usando as rodinhas laterais: deixe as rodinhas um pouco altas (bem pouco, talvez uns três centímetros) e incentive a criança a ficar balançando de uma rodinha para outra. Isso vai fazer ela ficar pelo menos alguns segundos entre a passagem de uma rodinha para a outra, apenas em duas rodas. Ouvi de um pai que ensinou a sua criança assim. Pelo menos, nesse método, o pai não precisa ficar segurando…

d) Patinete: é realmente estranho aprender a se equilibrar com isso, pois por ter rodas pequenas, é mais difícil que com as bicicletas. Mas elas são bem baixinhas e foi assim que meu filho preferiu aprender. Depois de já estar andando bem de patinete, simplesmente pegou a bicicleta um dia no parque e saiu pedalando. Andou para todo lado logo na primeira vez, foi incrível!

1.2) O momento certo de cada criança: Não existe idade certa, cinco, seis ou sete anos para aprender a pedalar. O que acontece é que uma tarefa que é extremamente difícil para uma criança aos cinco, pode ser muito fácil para a mesma criança aos sete, e cada uma tem o seu próprio tempo.

2) Pedalando com as crianças:

Depois que as crianças já aprenderam a pedalar, chega a hora de fazer percursos maiores. Isso requer  uma atenção redobrada devido ao espaço maior e portanto sujeito a mais imprevistos.

2.1) Atenção com os freios das bikes: não adianta VOCÊ experimentar e conseguir frear. Experimente com apenas UM dedo, de preferência o MINDINHO se a criança for pequena. É que as crianças não têm força e os freios às vezes são muito duros para elas. Depois de regulados, faça ela testar no plano, freando com força. Se não conseguir parar muito bem, não a coloque na descida. Precisa melhorar esses freios antes. Note que normalmente os freios das bikes de criança são duros, sejam to tipo cantilever ou v-brake. O problema não está na espécie, mas sim na qualidade.

Se os freios já estiverem bons, pule esta parte que é chata prá caramba. Vamos economizar tempo de novo…

Se for do tipo cantilever, existem três pontos que endurecem o freio, e normalmente faz-se o seguinte: os bracinhos que seguram a borracha do freio têm uma mola e essa mola pode ser instalada em três furos diferentes, cada um resultando em uma dureza diferente no freio. Experimente instalar na posição mais frouxa. Normalmente o freio fica bem mais mole e mesmo assim o retorno é bom. O segundo ponto a verificar é a lubrificação dos cabos e do próprio freio (os tais bracinhos). Verifica-se também se os cabos não estão dobrados demais. O terceiro ponto são as alavancas. Elas também possuem mola no seu interior para ajudar no seu retorno. Com o cabo-de-aço solto, aperte a alavanca para ver quanto de resistência existe nela própria. Normalmente o problema não está ali.

Nos v-brake os pontos de checagem são os mesmos dos cantilevers. Os v-brake costumam frear melhor, mas se forem de baixa qualidade, podem ser duros também para as crianças pequenas.

Os freios das bicicletas de criança normalmente são bem ruins, duros e frágeis. O interessante é que os freios das bicicletas boas de adulto (os meus por exemplo), permitem parar com um único dedo. Mas lembremos que com metade do dinheiro dos meus freios dá para comprar a bicicleta inteira do meu filho. Então, não tem jeito: toda a bike acaba sendo ruim, mas especialmente os freios. O problema não está no fato de ser cantilever ou v-brake. Está na baixa qualidade mesmo. Mas o peso a ser freado também é menor em uma criança. Então, a minha recomendação é tentar regular o freio original da melhor forma possível e deixar ela experimentar e treinar a frenagem. Os freios de baixa qualidade muitas vezes são de plástico ao invés de alumínio e precisam ser sempre inspecionados e regulados. Não é como nas nossas bikes melhores que podem ficar meses sem regular. Se quiser melhorar MESMO os freios, recomendo a troca. São compatíveis com os freios dos adultos, e o mercado oferece muita opção. Eu, pessoalmente, vou partir para a troca. Quero ver o meu filho freando até arrastar o pneu, pois isso vai lhe dar mais segurança.

2.2) Câmbio: se a bike da criança não tem câmbio e a sua tem, coloque a marcha da sua de modo que o seu giro do pedal (cadência) fique igual ao dela. E não mude mais a marcha até o fim do passeio! Desse modo, você vai saber melhor o que ela está sentindo. No último passeio, percebi rapidamente que a relação de marchas do meu filho é curta, pois mesmo em uma descida suave tinha que girar muito depressa. Dito e feito: quando paramos, ele me perguntou se não dava para colocar um câmbio na bike. Entendi perfeitamente o que ele estava sentindo…

2.3) Evite os lugares de maior movimento: sei que é difícil, mas dá sim. No Parque do Ibirapuera em São Paulo, por exemplo, todos gostam de pedalar pela ciclovia. Em horário de grande movimento, é encrenca na certa pedalar com criança lá. É muita gente, os adultos passam rápido e perto demais. Em um único dia pedalando com meus filhos, vi três acidentes lá: um com um skatista e uma patinadora e dois de bicicleta, sendo um deles com um tombo do meu filhinho. Prefira pedalar pelas ruas no centro do parque, que estão sempre vazias. Dá para explorar o parque e até sair um pouco do asfalto. É muito mais seguro.

Se for pedalar na ciclofaixa, também em São Paulo, atenção, atenção e atenção! Faça a verificação dos freios que falei, e acorde cedo. Comece a pedalar assim que a ciclofaixa abrir, às 7 da manhã. É mais ou menos a hora de entrar na escola, não tem nenhuma dificuldade de ir nesse horário. Normalmente não tem quase ninguém pedalando e tem muito pouco carro. Ande com a criança perto do canteiro central, não perto dos cones, pois em caso de desequilíbrio vai estar longe dos carros. Normalmente deixo meu filho ir na frente por três razões: ELE controla a velocidade, eu consigo ficar de olho nele e ninguém vai atropelá-lo vindo de trás. Lembre-se que quase todo mundo vai estar mais rápido que ele, então a maior possibilidade de acidente é com alguém vindo por trás. Assim que começa o movimento, nós vamos embora para casa.

2.4) Pedale com apenas um de cada vez: caso você tenha mais de um filho, em certos percursos, considere levar apenas um de cada vez. Estou começando a pedalar com meus filhos na Ciclofaixa em São Paulo, que é provavelmente um dos ambientes mais complexos em que uma criança vai pedalar na cidade. Para dar 100% de atenção, levo apenas um deles de cada vez. Pelo menos até eles estarem craques.

2.5) Capacete e luvas: as luvas são importantes para proteger as mãos em caso de tombos. O capacete, é desnecessário dizer o que protege, mas deve ser do tamanho certo e estar bem preso. Comprei um modelo de cerca de 100 reais, que tem um botão giratório para regular a circunferência, de modo que o capacete fique no tamanho exato. Os cintos devem ficar justos, sem causar desconforto. Em caso de tombo, o capacete não deve sair do lugar. Nos tombos que presenciei, os ciclistas adultos bateram a parte frontal ou lateral traseira no chão.

3) Dicas de mecânica:

3.1) Uma boa idéia é comprar uma chave inglesa pequena. Tenho levado no bolso da camisa de ciclismo e ela serve para regular os freios, o parafuso do banco e também para tirar a roda no caso de furo de pneu. Ao contrário das bicicletas mais caras onde os parafusos são do tipo Allen, nas bicicletas de criança os parafusos são os comuns, sextavados. Se não tiver chave inglesa, acrescente nas suas ferramentas  ao menos uma chave fixa de 10 mm. Essa chave é pequena, cabe na bolsinha de selim, e serve para regular os freios das bikes das crianças.

3.2) Se tiver alguma blocagem rápida de selim sobrando em casa, ela serve na bicicleta do seu filho. Desse modo, fica bem rápido regular a altura do banco, sem ferramenta, o que é útil para deixar mais baixo no aprendizado e depois na altura correta. Recomendo até a compra deste ítem, que é barato e muito útil. Aproveitando, o banco não deve ficar muito baixo porque isso prejudica os joelhos.

3.3) Para encher os pneus, um bom investimento é a bomba de chão. Atenção, não é aquela que se aciona com o pé, heim? É uma que se empurra com as duas mãos. É muito fácil encher os pneus com essas bombas, e são importantes especialmente quando tiver mais de uma bicicleta para encher. Custam à partir de uns 100 reais.

Ultima dica: compre um cadeado comprido, pois é útil quando parar em alguma lanchonete ou acompanhar o seu filho ao banheiro.

Um abraço.

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