Quase tanto quanto um carro…

fevereiro 24, 2014 Deixe um comentário

Minha quilometragem média anual de bike tem ficado em torno de 5.000 km. De carro, cerca de 8.500 km, mesmo dirigindo diariamente.

Se houvesse uma via decente para a bicicleta, essa minha quilometragem facilmente dobraria, pois deixaria de usar o metrô.

É mesmo um veículo fantástico, não? Só faltam as vias!

Um abraço.

Cálculo dos 1000 Km em 1 Hora

Tem um cálculo interessante que podemos fazer: se você tiver anotado a quilometragem do ano, para cada 1.000 Km, a quantidade de horas que fez de pedal por semana é de aproximadamente UMA hora.

Veja:

1.000 Km / 52 = 20 Km por semana (aproximadamente, considerando que o ano tem 52 semanas)

20 Km = Uma hora de pedal (aproximadamente)

Se você é um atleta que pedala apenas speed em pistas, é necessário ajustes, pois vai estar na maior parte do tempo acima de 30 Km/h. Mas se pedala na cidade, ciclovia, estrada, em terreno variado, esse cálculo será bastante aproximado.

Outra utilização seria no sentido contrário: você sabe que pedalou mais ou menos quatro horas por semana. Quantos quilômetros fez no ano? Aproximadamente 4.000 km. Hora de trocar a corrente…

Espero que seja útil, ah ah…

Um abraço.

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Feliz 2014 !!!

Planeta Terra vista da órbita da Lua (Foto: NASA)

Planeta Terra vista da órbita da Lua (Foto: NASA)

Essa bela foto foi tirada por um astronauta da Apollo 8 orbitando a Lua em 1968.
Essa foto representa bem o meu atual estado de espírito, voltado à preservação da natureza. Estou reescrevendo a minha mensagem a pedido das minhas crianças.
Feliz 2014 !!!

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Fita antifuro corta a câmara?

novembro 17, 2013 2 comentários
Fita antifuro e a câmara cortada (Foto: Paulo Ciclista)

Fita antifuro e a câmara cortada (Foto: Paulo Ciclista)

Fita antifuro corta a câmara? Definitivamente, SIM! A foto mostra a segunda vez em que isso ocorreu, apesar de ter sido cuidadosamente instalada em pneus e câmaras diferentes. Quanto à fita, era adequada ao pneu 1.5 slick, como se pode ver pela comparação com a câmara de ar. O que me surpreendeu com o corte é que as bordas da fita são desbastadas pela fábrica e são extremamente macias. Não pensei que fossem capazes de cortar a câmara. Os pneus foram calibrados com pressão alta para esse pneu, em torno de 60 libras/pol2.
Resolvi fazer este post porque existe muita discussão nos forum a respeito. Parece haver mais casos de pessoas com câmaras cortadas pelas fitas, ao lado de pessoas extremamente satisfeitas com o produto e também pessoas que tiveram o pneu furado por outros objetos cortantes que não a própria fita. Esse último grupo não me preocupa, pois pelo jeito que a fita é grossa, estou convencido de que ela de fato diminui a quantidade de furos.
Eu poderia simplesmente retirar a fita e esquecer o assunto, mas não quero fazer isso porque é realmente importante para mim diminuir a quantidade de furos. Neste ano, já tive dezesseis furos de pneu e isso causa atrasos nos compromissos. Na verdade, como sou apaixonado por mecânica, nem me importo de consertar, o problema é o tempo.
Meus próximos passos:
Atualmente, a minha MTB GT com pneus slick 1.5, está com fita antifuro apenas no traseiro, porque o dianteiro é o que se vê na foto e foi retirado. Estou um pouco receoso que aconteça o mesmo tipo de corte com o traseiro, pois já aconteceu uma vez. Mas vou deixar assim mesmo, pois confirmo de vez a teoria de que essa fita causa problema. Ao mesmo tempo, pretendo modificar a fita e instalá-la novamente na dianteira. Note que a fita foi desbastada de fora para dentro e isso, teoricamente, tenderia a deixar a emenda da fita mais alta no lado de dentro. Note que eu disse teoricamente, pois a fita é tão macia que não se nota tal desnível. Modificando desse modo, a tendência é que fique mais lisa no lado de dentro, que é onde a câmara fica.
Um segundo teste que pretendo fazer, caso o primeiro falhe, é colocar um remendo na câmara, bem no local onde vai ficar a junção da fita. Não gosto dessa ideia, pois poderia significar remendar uma câmara novinha em folha.
Um terceiro teste é tentar uma fita antifuro de outra marca.
A julgar pelo pequeno número de ofertas desse produto e também pelos poucos ciclistas que o utilizam, não tenho a certeza de que funcione mesmo, nem que a fábrica o tenha testado de forma exaustiva. Mas vou continuar tentando porque por enquanto acredito na sua eficácia e porque, especialmente na rodovia, tem furado pneu demais.
Agradeço por qualquer dica.
Um abraço.

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Kit Pequeno e Kit Grande

Kit pequeno à esquerda da caneta esferográfica e o kit grande à direita

Kit pequeno à esquerda da caneta esferográfica e o kit grande à direita (Foto: Paulo Ciclista)

Montei um kit pequeno para usar na minha speed, para percursos civilizados como Ciclovia Rio Pinheiros, USP e Ciclofaixa. Uso o kit grande para pegar a estrada.
O kit grande pesa 150 g a mais que o kit pequeno, e é bom para aquelas situações em que você REALMENTE pretende usá-lo. É o caso das estradas, onde se espera normalmente um furo de pneu ou até mais. Nessas situações, é bom ter um kit mais confortável de usar, com uma bomba maior, cola tradicional, corta-corrente e chave de raio.
Uma curiosidade é que nesses mais de 20 anos de pedal, o kit pequeno teria me trazido para casa em TODAS as situações, motivo pelo qual resolvi montá-lo. O kit pequeno tem todos os Allen necessários, incluindo o de 8 mm para os pedivelas de eixo quadrado. Tem também uma chave de fenda para a regulagem do câmbio.
Para alguns, carregar esse kit exíguo é viver perigosamente, para um ganho de peso insignificante. O pior é que até concordo com eles. Mas vale pela brincadeira de tentar voltar para casa com um mínimo de equipamento e de usar as tecnologias existentes. Afinal, não é tudo apenas uma grande brincadeira? Outra coisa é que, em se tratando de speed, existe a tradição de se manter o peso no mínimo possível.

Os kits tên as seguintes características:

Kit grande:
Multitool: Crank Brothers Multi-17
- Allen 2, “2,5″ , 3,4,5,6,8
- Chave de fenda e Philips
- Cortador de corrente
- Chave de raios 0,1,2,3
- Chave Torks t-25
- Peso: 168 g

Bomba: Lezyne Road Drive
- Mangueira de rosquear no bico
- 23 cm
- 160 psi
- Peso: 96 g

Kit de remendos:
- lixa + cola + remendos a frio + caixa de plástico

Kit pequeno:
Multitool: Park Tool IB-11
- Allen 3,4,5,6,8
- Chave de fenda
Peso: 66 g

Bomba: Blackburn AirStik SL
- 16 cm
- 59 g
- 160 psi (dado do fabricante, não dá isso de jeito nenhum…)

Kit de remendos:
- remendos sem cola Lezyne com 6 remendos e raspador de metal

O que o kit pequeno NÃO resolve:
- Corrente quebrada (raro, especialmente se trocar dentro dos 1 % de desgaste)
- Raio quebrado (raro, dependendo do peso do ciclista, estilo e terreno)

Diferença de peso: 150 g
Diferença de volume: o kit pequeno cabe em bolsa de selim pequena, inclusive a bomba. A bomba pode ser levada também no bolso da camisa. O kit grande precisa de bolsa grande de selim, sendo que a bomba vai presa ao quadro.

Em ambos os kits, acrescento as alavancas para desmontar o pneu e uma câmara de ar de reserva (são as partes mais importantes do conjunto, ah ah…)

Observação final para os amigos: Desde já peço as suas coisas emprestadas, caso me falte alguma coisa,  quando eu estiver com o kit pequeno…

Um abraço.

O que fazer se tiver duas horas livres?

março 2, 2013 2 comentários

Represa Billings - São Paulo (Foto: Paulo Ciclista)

Represa Billings – São Paulo (Foto: Paulo Ciclista)

Se por sorte lhe sobrarem duas horas, por exemplo das 6 às 8 no sábado, veja se não dá para pegar uma estrada. Se a bike estiver em ordem e as pernas idem, duas horas lhe permitem percorrer aproximadamente 50 km, o suficiente para sair bastante da cidade. Deixo essa dica porque às vezes se pensa que é preciso mais tempo, meio dia ou um dia para pegar uma estrada. Digo que duas horas são suficientes para um pedal muito bom, sentar-se dez minutinhos à beira da represa, comer uma fruta e voltar.
Em geral esses pedais de improviso são solitários, pois para juntar a turma, perde-se fácil meia hora ou mais. Mas será que é perigoso pegar a estrada sozinho? Olha, acredito que os maiores perigos estejam mesmo dentro da cidade (os carros)…mas pedale por rodovias que conhece.
Um abraço.

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Como fazer um adaptador para V-Brake

fevereiro 2, 2013 3 comentários

Adaptador para cabo de V-Brake

Esses adaptadores são úteis para os freios traseiros de bikes antigas, como por exemplo, as Specialized Stumpjumper de 1993 ou 1994 e as Mongoose IBOC de 1994. Mas acredito que possam ser úteis para outros modelos da época porque era moda cada fabricante inventar a sua própria maneira de passar os cabos. Para citar outro exemplo, o cabeamento da minha GT Karakoram é extremamente peculiar, talvez um adaptador desse seja útil algum dia para mim. Como um leitor me escreveu perguntando a respeito, entrevistei o Paulo Francisco (de São Caetano) pelo Skype e publico aqui o conteúdo com a sua autorização:
[15:01:29] Paulo Ciclista: paulão
[15:01:53] Paulo francisco: Olá como vai vc.
[15:02:35] Paulo francisco: Andaste sumido.
[15:02:48] Paulo Ciclista: tudo bem. Tem um cara que tem uma Mongoose igual a sua e pergunta como você fez o adaptador para V-Brake.
[15:04:01] Paulo francisco: Hmm,diga a ele que eu adaptei usando uma braçadeira comercial.


[15:10:49] Paulo francisco: É,na verdade eu não fiz um desenho da peça,já que era uma só e pra meu uso.Se vc quiser me apresente a ele e eu faço um croqui do suporte.


[15:12:14] Paulo francisco: Vc se encontra frequentemente com ele ?
[15:12:47] Paulo Ciclista: Não. É leitor do blog.
[15:14:46] Paulo francisco: Ah, aí é difícil;mas vamos lá, pra fazer a tal peça é necessário uma certa habilidade e ferramentas, por acaso êle teria ?
[15:15:28] Paulo Ciclista: Ah ah, não sei. Começa falando o tipo de braçadeira que você usou. Parece aço inox.
[15:22:51] Paulo francisco: Olha,primeiro comprar uma braçadeira de aço inox na Florêncio de Abreu (nota:uma rua de São Paulo onde tem muitas lojas de ferramentas), em seguida conseguir um tarugo cilíndrico também de inox.Fazer com o tarugo uma peça idêntica àquela que apoia o conduite e está soldada no quadro,finalmente soldá-la com solda prata.Tudo isso é possível de ser feito com ferramentas simples exceto a solda que poderia ser numa oficina.
[15:23:28] Paulo Ciclista: E esse tarugo, onde arrumou?
[15:24:14] Paulo francisco: Num ferro-velho de inox,por incrível que pareça existe.
[15:24:52] Paulo Ciclista: Como ficou no formato certo?
[15:25:46] Paulo francisco: Perfeito, do mesmo tamanho.
[15:26:05] Paulo Ciclista: Como você fez para ficar no tamanho certo?
[15:26:40] Paulo francisco: Já comprei o tarugo na medida.
[15:26:57] Paulo Ciclista: Mas isso foi muita sorte, não?
[15:28:01] Paulo francisco: Não muita,existe uma infinidade de tamanhos e sempre haverá algum que se aproxime.
[15:28:20] Paulo Ciclista: Mas não teve que tornear ou furar nada?
[15:36:52] Paulo francisco: Fiz assim:cortei um pedaço do tarugo um pouco maior,coloquei-o no mandril da minha furadeira de bancada. Com uma lima e a furadeira girando arredondei a ponta,retirei da furadeira prendi com um alicate de pressão e furei longitudinalmente com um diâmetro para passar o cabo,a seguir da mesma forma alarguei com uma broca maior o furo inicial (sem trespassá-lo) com a medida do conduite e finalmente com uma serra fiz um talho longitudinal para encaixar o cabo.Uma limadinha aqui acolá lixa e está pronto para soldar.
[15:38:33] Paulo francisco: A,esqueci de dizer para cortar o excesso de comprimento após retirá-lo do mandril.
[15:39:13] Paulo Ciclista: E a braçadeira? Foi difícil para cortar o excesso?
[15:41:08] Paulo francisco: Não não, há vários comprimentos de braçadeiras,o importante é comprá-la na largura que combine com a peça.
[15:41:39] Paulo Ciclista: E a solda? É difícil de encontrar?
[15:43:29] Paulo francisco: Não acho,qualquer oficina que tem maçarico faz soldas com prata,no meu caso eu mesmo fiz.
[15:46:14] Paulo francisco: É claro que a natureza fez de tudo pra me atrapalhar,fechou a maioria dos ferro-velhos,afastou as lojas de soldas,sumiu com as braçadeiras etc,mas eu estou habituado com essas dificuldades.
[15:46:46] Paulo Ciclista: ah ah ah…você é persistente…
[15:47:06] Paulo Ciclista: posso colocar essa nossa conversa no blog?
[15:47:26] Paulo francisco: Ciclista né,claro que pode.
[15:48:24] Paulo francisco: Ciclista está habituado com as dificuldades,ainda mais onde a gente vive né.
[15:48:40] Paulo Ciclista: ah ah…aqui tudo é mais difícil e caro…


Acho muito interessante essas dicas do Paulo Francisco porque mostra a sua criatividade no desenho da peça e a persistência na procura pelos materiais. Acredito ser uma filosofia aplicável a muitos outros casos, no intuito de melhorar a amada bike.
Um abraço
Leia também: Mais que uma volta ao mundo – Uma bike com 50000 km

 

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