Início > Meio Ambiente & Ciclismo > A bicicleta no Japão – Enviada por uma ciclista da cidade de Nagoya

A bicicleta no Japão – Enviada por uma ciclista da cidade de Nagoya


Foto A - Carros e Bikes em uma casa (Foto: Laura)

Foto B - Estacionamentos para Carros e Bicicletas nos prédios (Foto: Laura)

Foto C - Farol verde para Carros e Bicicletas ao mesmo tempo mas os carros respeitam (Foto: Laura)

Foto D - Ruas estreitas, muitas vezes sem calçada. Mas boas para pedalar mesmo assim (Foto: Laura)

Foto E - Ciclofaixa improvisada na calçada (Foto: Laura)

Foto F - Rampa para bicicleta sempre que existem escadas (Foto: Laura)

G1 - Estacionamento pago (Foto: Laura)

G2 - Estacionamento pago (Foto: Laura)

Foto H - Até há alguns anos, bicicletas ficavam estacionadas de qualquer jeito (Foto: Laura)

Foto I - Atualmente só é permitido estacionar as bicicletas nos locais certos (Foto: Laura)

Foto J - Compras em supermercado (Foto: Laura)

Foto K1 - Compras em shopping centers (Foto: Laura)

Foto K2 - Compras em shopping centers (Foto: Laura)

Foto K3 - Compras em shopping centers (Foto: Laura)

Foto L - Se for coisa rápida, dá para improvisar estacionamento. Observe o guarda chuva. Significa que se chover, a pessoa vai pedalar segurando com uma das mãos. (Foto: Laura)

Foto M1 - Guidões com luvas para o frio, Bicicletas com acessórios dos mais variados tipos (Foto: Laura)

Foto M2 - Bicicletas com cestas, podem ser feias mas são práticas (Foto: Laura)

Foto N1 - Cadeirinhas na frente e atrás para as crianças (Foto: Laura)

Foto N2 - Cadeirinhas na frente e atrás para as crianças (Foto: Laura)

Foto O - Triciclo para quem não sabe andar de bicicleta (ou não tem muito equilíbrio) (Foto: Laura)

Foto P1 - Bicicleta mais esportiva mas com cesta, até que não fica tão feia (Foto: Laura)

Foto P2 - Detalhe da Bicicleta Esportiva (Foto: Laura)

Foto Q - Tem ciclovia também, principalmente ao longo dos rios (Foto: Laura)

Aqui no Japão as bicicletas estão em todos os lugares, aos montes.
Nas garagens das residências vemos não apenas o carro estacionado. É comum ver também as bikes da família (Foto A).
Nos prédios o normal é ter estacionamento para carros e para bicicletas (Foto B).
Bicicleta por aqui é artigo de necessidade, de utilidade. Existe toda uma infra estrutura para que o seu uso no dia a dia seja viável.
É prático, econômico, saudável, ecologicamente correto….
Numa cidade do porte de Nagoya (mais ou menos 3.000.000 de habitantes), poder contar com a bike e não depender de metrô/ônibus/carro é bom demais não acha?
Impressionante é ver tanta bicicleta circulando, mas nada de ciclovias. Acho que nem são necessárias pois os motoristas costumam respeitar os ciclistas.
Aqui nesse cruzamento existe essa faixa para travessia de bicicletas. Os pedestres devem atravessar pela passarela. O sinal está verde para os carros e para as bikes, mas os carros param direitinho quando tem bicicleta atravessando. Não buzinam, não xingam, não tentam passar primeiro e nem por cima ….. (Foto C)
Assim dá para peladar bem pelas ruas e calçadas. Vale lembrar que aqui rua emburacada é coisa rara. Os mais apressados podem seguir pelas ruas. Não deixa de ser perigoso. Recomendo ir pela calçada
Calçada, via de regra, só nas avenidas e ruas maiores, mas todas rebaixadas nos cruzamentos. As ruas secundárias são estreitas, muitas sem calçada, pouco iluminadas. Mesmo assim pedala-se com tranquilidade (Foto D).
Funciona assim, motoristas respeitam os ciclistas. E os ciclistas respeitam os pedestres.
Pelo menos deveriam respeitar, mas o número de bikes é tanto que para evitar transtornos aos pedestres, nessa calçada da foto improvisaram uma ciclofaixa (FOTO E). Boa idéia não?
Simples, barato e  como aqui, pasmem, não existem camelôs, é bem eficiente.
Outra facilidade é que escada não é obstáculo, sempre tem rampa para as bikes. Facilita a vida do ciclista e não atrapalha o pedestre (Foto F)
E se precisar pegar metrô, tem estacionamento para as bikes por perto de todas as estações. É assim que os japoneses fazem para ir ao trabalho, faculdade, passeios.
Assim vê-se com frequência homens de terno pedalando, adolescentes com uniforme escolar, mulheres de saia e salto, idosos, crianças…. tudo muito normal.
O que está mudando aqui em Nagoya é que atualmente é preciso pagar para estacionar a bike nas proximidades das estações (Fotos G 1 e G2).
A taxa diária é algo em torno de 1 dolar (100 ienes). Preço mais em conta para os mensalistas  (61 ienes), e super especiais para estudantes mensalistas (44 ienes).
Até alguns anos atrás as pessoas deixavam as bikes estacionadas de qualquer jeito. Resultado: atrapalhavam pedestres, cadeirantes, bloqueavam a faixa para deficientes visuais, enfeiavam a paisagem  (Foto H).
Atualmente só é permitido estacionar nos locais certos. Assim as  bicicletas já não causam mais problemas aos pedestres (Foto I).
É o tal negócio. Quando era de graça, as bikes ficavam todas expremidas, faltava espaço pois muitos simplesmente abandonavam as bikes por lá mesmo e principalmente atrapalhando a passagem. Agora paga-se para deixá-la em pé, direitinho, em segurança….
E finalmente, em quase todo lugar que se vá, dá para estacionar a bike sem problemas.
Ir às compras naquele supermercado pequeno (Foto J) ou a um grande shopping, sem problema nenhum (Fotos K 1, K2 e K3).
Farmácia, banco, lojas, hospital, dentista, Mc Donalds………. tudo de bicicleta.
Mesmo que não tenha o estacionamento certinho, dá para improvisar se for coisa rápida (Foto L).
Bom demais não concorda? Não preciso dizer que a bike vai estar lá direitinho te esperando, certo?
As bicicletas para as donas de casa daqui são horrorosas aos nossos olhos.
Quase sempre com cestas na frente e atrás que podem estar cobertas por completo ou apenas com uma rede para proteger as compras de serem eventualmente roubadas, terem acessório para encaixar um guarda-chuva em caso de chuva ou muito sol, espelho, guidão com luvas acopladas para proteger do frio ou do sol, todas invariavelmente com descanço, pézinho….. simplesmente pavorosas, mas muito práticas  (Fotos M 1 e M2).
E tem as com cadeirinhas na frente e atrás para carregar as crianças, muito úteis para as mamães com crianças pequenas. Crianças sempre com capacete (Foto N 1 e N2).
E até triciclo para quem não sabe andar de bicicleta.Terrível, mas facilita bem a vida deles (Foto O).
Mas nem tudo está perdido. Pode-se ter praticidade num modelo mais esportivo. Essa tem cesta na frente, mas até que não estraga tanto a bike não acha (Fotos P 1 e P2) ?
Uma observação final, aqui existem ciclovias sim, principalmente ao longo dos rios que cortam a cidade. Não só para os ciclistas, mas também para quem quer caminhar, correr, passear com o cachorro…. (Foto Q).
por Laura Ywahara
Anúncios
  1. junho 17, 2011 às 8:25 am

    A estrutura japonesa realmente é de babar. Achei incrível esse farol aberto para os carros e as bikes ao mesmo tempo (Foto C). No Brasil, as bikes teriam que esperar. Lá são os carros que esperam. Essa rua estreita da Foto D sem calçada então, seria perigoso até para os pedestres se fosse no Brasil (observação:note que nessa foto tem um espelho na esquina, coisa comum por lá). E essa ciclovia da Foto E? Ficou só ciclovia e sem região específica para pedestres. Nessa situação, os pedestres precisam ficar atentos às bicicletas e tudo bem por lá. Mas se fosse por aqui os ciclistas não tenderiam a correr demais só pelo fato de estar marcado como ciclovia?
    Nota-se que no Japão criaram estruturas para bicicletas onde parecia absolutamente impossível mas que se tornou possível graças à educação de todos os envolvidos (motoristas, ciclistas e pedrestes), cada um cedendo um pouco. Uma estrutura assim em São Paulo? É viável SIM, temos muito mais espaço que eles!!!
    Agradeço à Laura pelo artigo, tem excelentes fotos, bem trabalhosas de tirar.
    Um abraço.

  2. Edson
    junho 17, 2011 às 5:12 pm

    Vi com curiosidade a matéria sobre o uso das bicicletas em Nagoya. Embora não seja um praticante do ciclismo, simpatizo com esse meio de transporte pelas mesmas razões expostas no texto. Por isso fiquei satisfeito ao saber que a bicicleta faz parte do cotidiano das pessoas. Aqui em São Paulo a maioria dos usuários as utilizam como meio de lazer ou esporte. Felizmente o nosso prefeito tem se mostrado favorável a popularização de sua utilização também como uma alternativa de locomoção no dia a dia. Ciclovias interligando alguns dos principais parques e áreas de lazer, criação de estacionamentos em determinadas estações de metrô, permissão para o transporte de bicicletas nos trens nos fins de semana, tem sido algumas da medidas mais significativas. Evidentemente ainda falta muito. Não só em termos de estrutura viária, mas sobretudo em relação a conscientização e educação dos cidadãos. Pode se ver esporadicamente um ou outro ciclista disputando um espaço no trânsito caótico. Admiro a disposição e coragem deles, mas temo pela sua segurança. De qualquer forma é um alento ver como esse meio de tranporte simples e de todos conhecido dá sinais de que pode cooperar para minorar o grave problema dos congestionamentos. A cobertura ampla e cuidadosa feita pela Laura, mostra uma realidade na qual a bicicleta está plenamente integrada a uma cidade de grande porte. Torço para que São Paulo trilhe o mesmo caminho.

  3. junho 18, 2011 às 8:55 am

    Pois é outro mundo, enquanto isso, no Brasil, essa semana um executivo foi atropelado aqui em frente de casa. Não há ciclovia, nem respeito aos ciclistas, malemal há calçadas para pedestres.
    O governo e a empresa de metro de São Paulo anuncia em seu site orgulhosamente que possuem bicicletários espalhados em várias estações de metrô.

    Só que esquecem de informar que esses bicicletários não são do metrô, são terceirizados, e muito mal terceirizados por assim dizer, são um fracasso total.
    Um mês atrás eu resolvi fazer o test drive desse serviço deles e fui atendido por um rapaz que mal sabia dizer o que ele estava fazendo lá, fez o cadastro de todos os meus dados inclusive nome do cartao de credito em uma folha de papel fotocopiada e passou os dados atraves de uma ligação celular comum. Suspeito isso não? Parece scam

    Depois disso ele me deu a escolha de pegar a unica bicicleta (eles possuem 5 disponiveis para aluguel, em uma cidade de 20 milhoes de habitantes) que eles possuiam para emprestimo ao custo de 2 reais a hora. A bicicleta era uma bicicleta velha comum, com vários adesivos colados como se fosse propaganda eleitoral, mas era o nome da empresa, era uma visão horrível. Além dela estar totalmente desregulada, tinha marchas mas não era possível trocar de marcha, guidão torto e todas as belezas que voê poderia imaginar em uma bicicleta roubada. Mas tecnicamente era legalizado.

  4. junho 20, 2011 às 12:22 pm

    Olá Johnny, sempre tive curiosidade por esses serviços que não usei ainda. Também vou experimentar. A minha esperança é ver um serviço melhor em outros pontos. Obrigado pelas informações. Um abraço.

  1. dezembro 7, 2012 às 7:28 am

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: