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66 Anos desde a Bomba Atômica


Agosto é mês de aniversário para um outro evento não tão bom. Relutei em escrever sobre isso mas escrevo pelas vítimas, pois acho que foi muita judiação.

No dia 6 de agosto de 1945 jogaram a bomba atômica de Urânio 235 sobre a cidade de Hiroshima, então com 350 mil habitantes. Essa bomba explodiu no céu, sem tocar o solo, a cerca de 580 metros de altura. Note que em geral os alvos são coisas como pontes e prédios mas desta vez foi uma cidade inteira…

Era uma bomba enorme, os aviões bombardeiros B-29 para essas missões tiveram que ser modificados para a carga extra, com novas hélices, motores mais potentes e compartimentos de bomba de abertura mais rápida. Mesmo modificado dessa forma, o avião usou toda a pista para poder decolar. A bomba foi armada durante o vôo.

Após a explosão, segundo o Capitão Robert Lewis, co-piloto: “Onde nós tínhamos visto claramente uma cidade dois ou três minutos antes, não podíamos mais vê-la. Víamos fumaça e fogo subindo as laterais das montanhas.” – parágrafo traduzido por mim – (Robert Lewis citado em Takaki, Hiroshima 43)

Dois terços de Hiroshima foi destruida. Dentro de três milhas da explosão, 60.000 dos 90.000 prédios foram demolidos. Telhas de cerâmica se fundiram. Sombras foram impressas em prédios e outras superfícies duras. Metais e pedras fundiram.

As pessoas: 70.000 morreram com a explosão e mais 70.000 morreram nos 5 anos seguintes em decorrência da radiação. Os milhares de sobreviventes não tinham cabelo porque queimou, e todos tinham a pele negra e queimada.

Três dias depois, lançaram uma bomba de outra espécie, desta vez sobre Nagasaki. Dos 270.000 habitantes, 70.000 morreram até o final do ano.

Peguei essa história daqui: Hiroshima and Nagasaki mas obviamente tem muitas matérias e fotos na internet sobre o assunto.

Foi um dos momentos insanos da humanidade que esperemos que jamais se repita.

Meus contatos com esse evento se resumem a: notícias que vêm todos os anos do Japão nessa época; conheci pessoalmente o museu Nagasaki Atomic Bomb Museum; tenho uma amiga cuja avó era sobrevivente de Hiroshima e recebia tratamento de graça do Governo Japonês.

E onde estão as bicicletas nessa história? Ah derreteram todas…

Um abraço.

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Categorias:Outros de Ciclismo
  1. Marcelo V. Castelucci
    agosto 15, 2011 às 10:43 am

    O pior é que os culpados nunca serão condenados.

  2. João
    agosto 15, 2011 às 9:12 pm

    Há um mangá, que depois virou animê, chamado GEN – Pés Descalços (lançado aqui pela Editora Conrad) que mostra a vida de um menino em Hiroshima no pós-guerra.

  3. agosto 15, 2011 às 10:03 pm

    Bacana esse mangá, heim? Eu não conhecia. Na verdade, esse GEN pronuncia-se “guen”, vou tentar achar para comprar. Obrigado.

  4. agosto 16, 2011 às 8:37 am

    Me enganei sobre o fato de TODAS as bicicletas terem derretido. Sobrou uma, veja: http://lh5.ggpht.com/__zoKJ77EvEc/TF7Up5VfwjI/AAAAAAAAGNs/FXmmKiou-AQ/Atomic0D%5B2%5D.jpg . Na verdade, se olhar bem a foto, sobraram duas…”A man pushes a loaded bicycle down a cleared path in a flattened area of Nagasaki, Sept. 13, 1945″. Maravilhosa a foto, mostra a importância da bicicleta até mesmo em um cenário como esse.

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