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Hora de trocar a corrente


Troque a corrente entre 0,75% e 1 % de desgaste

A ferramenta indica que a corrente está gasta (Foto: Paulo Ciclista)

Corrente nova, após a substituição (Foto: Paulo Ciclista)

A durabilidade de uma corrente depende de muitos fatores, dentre os quais: estrada de terra ou asfalto, peso do ciclista, estilo de pedalar, manutenção. Existem muitas discussões a respeito e pelo que vi, a durabilidade fica entre 1.500 km e 6.000 km. Troquei a corrente da minha speed pela segunda vez recentemente: a primeira foi com 3.000 km e a segunda agora aos 7.000 km mas já com desgaste acentuado, veja a foto.
Quando trocar? A corrente tem três estágios de vida, veja a figura: 1) Menos de 0,75% de desgaste:  corrente em bom estado;
2)Entre 0,75% e 1,00% : recomenda-se a troca para preservar o cassette (e a coroa);
3)Mais de 1,00% de desgaste: recomenda-se troca imediata sob pena de desgaste acentuado do cassette.
Acima de 1,00% entramos em uma zona em que a corrente está fora de especificação e também não existe nenhum controle. Isso porque as ferramentas não medem mais que isso e então fica por conta e risco do ciclista. À partir desse ponto o desgaste do cassette e da coroa é acentuado porque aumenta demais a distância entre um rolete e outro da corrente. Quando isso acontece, os roletes passam a se apoiar mais nas pontas dos dentes da catraca, fazendo-os desgastar, alongando os vãos entre eles. Quando uma nova corrente é instalada em um cassette assim, ela pula quando se pedala forte, obrigando a uma substituição do cassette. Se sua transmissão é mais cara como Shimano XT, XTR, Ultegra ou Dura-Ace, com certeza é bom ficar atento.
Tenho experiência com as duas situações opostas: na minha GT, simplesmente não vi o tempo passar e acabei não trocando a corrente. Resultado, com uma única corrente acabei destruindo o cassette e a coroa do meio. Com a speed, troquei a corrente na hora certa. Resultado, já estou indo para a terceira corrente mas tanto as coroas como o cassette estão com ótima aparência e as trocas de marcha estão precisas como quando novas. Se você costuma ir regularmente à loja, não se esqueça de medir. Acredito que para quem roda 100 km por semana, uma vez por mês seja um bom intervalo entre as medições, pois nesse tempo a corrente não desgasta 0,25%. Quanto às ferramentas para medir o desgaste, existem diversas, sendo as mais simples essas da ProLink (ProGold) e a Park Tool CC-3. A própria Park Tool tem modelos mais sofisticados mas acho que não precisamos de tanto.
Talvez você se surpreenda assim como acontece comigo quando lembro de medir: parece que toda corrente já está velha, sempre dá mais de 1%. Aí lembro que muita estrada também ficou para trás.
Um abraço.

Categorias:Técnica
  1. Marcelo V. Castelucci
    outubro 31, 2011 às 8:58 am

    Boa dica!

  2. Paulo Stollar
    outubro 31, 2011 às 11:00 am

    Paulão, nesta matemática, como fica a questão da lubrificação da corrente? Já ouvi que se não lubrificar dá problema e, se lubrificar de mais também dá…além disso, qual é o tipo/marca de lubrificante recomendado para cada ocasião?

    Abraços…

  3. outubro 31, 2011 às 5:04 pm

    Talvez existam algumas condições extremas em que o óleo penetrante juntamente com a poeira acabem desgastando mais que a condição seca sem lubrificação nenhuma. Mas pelas minhas experiências, a corrente sem lubrificação não funciona bem, trava na hora da mudança de marcha no barro, faz barulho demais também. Além disso, sem óleo você tem a CERTEZA de que absolutamente todas as peças estão se desgastando bastante enquanto com lubrificação, por mais que tenha poeira, pelo menos o lado interno dos roletes deve estar sendo poupado. Como são variáveis demais, acredito ser possível testar para determinado terreno por exemplo. Mas se chover, a experiência não vale. Uma coisa que é certeza de funcionar bem é limpar a corrente ANTES de lubrificar e limpar o maior número de vezes possível. A aplicação do tipo de óleo certo é mais uma coisa que a gente não tem muita opção: óleo mais grosso para quando chove no barro e óleo mais fino para andar no seco e asfalto. O óleo grosso é necessário na chuva porque simplesmente o câmbio pára de funcionar e trava sem isso. O óleo fino no seco é para evitar formar aquela crosta que desanima qualquer um na hora de limpar. Nas nossas lojas não tenho encontrado todas aquelas opções discutidas nos forum pelos bikers lá de fora (White Lightning, Pedro’s, ProLink). Testei diversas coisas, tenho até vergonha de dizer. Mas confio nos Finish Line: verde para barro e chuva no MTB. Vermelho para MTB seco e asfalto. O branco para quem anda somente no asfalto. Esse último é surpreendente, pois apesar de ser bem fino, a corrente fica muito silenciosa. Mas acaba também em velocidade surpreendente. O meu favorito é branco mesmo. Mas na chuva não servem, nem o branco nem o vermelho, pois não duram mais que uma hora de pedal. Mande dica quem tiver. Um abraço…

  1. maio 14, 2012 às 9:29 am

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