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Bikes de Aço – Por que será que não trazem essas?


Specialized Tricross Elite Steel Disc Triple – Tem nos EUA mas não no Brasil

Jamis Eclipse de aço Reynolds 853 (cromo-molibdênio) – apenas 7,7 kg – também não tem no Brasil

Ultimamente percebo que tem aumentado as opções de bikes de aço. Só para exemplificar, escolhi essas duas que acho interessantes, mas tem muitas outras: as Mountain Bikes Ritchey P-27.5 e Jamis Dragon 650, a Kona com inúmeras opções em aço, a Colnago com o seu modelo Master, etc.
O que será que está acontecendo? Acho que a verdade está começando a prevalecer: cada material tem seu espaço no ciclismo e assim como a fibra de carbono é imbatível nas competições, o aço é um material muito bom para o dia-a-dia.
Mas por que será que não trazem para o Brasil? Acham que não vende, claro. Mas pelo que vejo, existe uma demanda reprimida por essas bikes e tenho certeza que o que vier, some das lojas. Acredito que é questão de tempo para alguém perceber e começar a importar. Esses dois modelos da foto por exemplo, já têm representantes fortes por aqui, seria fácil trazer. Vamos dar uma olhada melhor nelas?
A Specialized Tricross de cromoly: Quando uma grande marca como a Specialized faz uma bike diferente, eu presto mais atenção e o site dessa Tricross, não me canso de olhar. Você acha feia? Bike apagada, preta, sem graça? Pois preste atenção que essa discrição é proposital, para ser uma bike para usar sem dó. A Specialized a classifica como Freeroad. E nessa configuração que fizeram, ficou incrível: tem amplo espaço para pneus grossos, preparação para paralama, bagageiro, e vem com freio a disco. Com essa única bike eu resolveria quase todos os meus problemas, pois andaria à vontade na Imigrantes, na cidade, na USP, faria pequenas viagens e até pegaria uma estrada de terra se precisasse. Além do mais, por ser de aço, duraria até o final dos tempos. A minha pergunta é: por que a Specialized escolheu trazer a Tricross de alumínio ao invés desta? Não entendi muito bem, pois quem compra uma bike assim no Brasil não tem nenhuma intenção de competir. Essa de aço se sairia melhor como uma bike faz tudo…
A Jamis Eclipse: listei a top de linha, com apenas 7,7 kg. É mesmo uma bike de aço? Nem dá para acreditar com esse peso, pois a maioria das bikes de fibra de carbono pesa mais que isso. A Jamis fabrica DEZENAS de modelos de aço, cada uma mais linda que a outra. Você acha que ficaria para trás do pelotão andando em qualquer uma dessas? A diferença de peso entre uma bike de aço e uma de fibra de carbono é mais ou menos uma caramanhola cheia d’água. Então, prefiro a durabilidade do aço.
Concluindo, digo que nós os bikers do Brasil não somos diferentes dos bikers europeus, americanos ou japoneses. E se lá fora tem gente que gosta dessas bikes, aqui também tem aos montes. As pessoas que projetaram essas bikes viram sentido em usar o aço e gastaram muito tempo e dinheiro nisso. Concordo totalmente com eles! Para quem esperava uma explicação grandiosa pelo fato de não os termos por aqui, digo que simplesmente não existe explicação. Senhores lojistas, acrescentem uma dessas no container, por favor…
Um abraço.

Categorias:Técnica
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