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O caso Lance Armstrong – Um resumo


Que bagunça os recentes acontecimentos com Lance Armstrong, não? Vou tentar resumir e colocar minhas opiniões.

1) A UCI:
As competições de ciclismo (???) daquela época foram muito perigosas por causa do doping, cheias de picadas de agulha, sacos de sangue guardados em casa, ampolas de EPO na geladeira, adesivos de testosterona colados na pele e sei lá o que mais. E os dirigentes da UCI tiveram culpa nisso, pois se o juiz não controla o jogo, vira pelada.
O desconto ficaria por conta de que os testes de detecção não eram tão evoluidos, e os do EPO, por exemplo, apareceram só depois. Mas como disse alguém, é difícil imaginar que eles não soubessem de nada, pois a bagunça era muito grande. Tem até rumores de que certas equipes já sabiam de antemão quando um fiscal viria recolher amostras.

2) Lance Armstrong:
Alguns podem até dizer: as regras eram aquelas na época, não foi apanhado, uma análise posterior não deve mudar o resultado do jogo. Mas não é assim, pois o que Lance Armstrong fez foi gigantesco, influenciou muita gente, e precisa ser punido. Nada relacionado ao doping deve ficar impune, mesmo que seja um traço da substância como foi no caso do Contador. Não tem desculpa: acusou, puniu. Se foi sem querer, azar, o ônus da prova é do atleta. Não existe outra forma de ser justo. Atualmente parece funcionar desse modo mas a diferença no caso Armstrong é que as provas são na maioria testemunhais, embora os testes posteriores de algumas amostras de sangue tenham acusado alterações pouco naturais.
Respeito o Miguelón, ele espera que Lance venha se defender. Aproveitando, o grande ciclista Miguel Indurain é um homem calmo, tinha pulmões grandes, girava uma coroa enorme nos time trials, e perdemos até a conta do número de suas vitórias. Venceu o Giro e o Tour no mesmo ano, um feito quase impossível.
Continuando sobre o Lance, embora todos se dopassem, ELE era o homem a ser batido na maior corrida de bicicletas do mundo. Todos tinham que tentar vencê-lo, e como ele não era apanhado, criou um padrão de desempenho (dopado) a ser perseguido.

Como disse Jan Ullrich: “Nós tinhamos opção?”

Lance usou o esquema do doping por sete anos seguidos. É muito tempo…
Os outros ciclistas também tiveram culpa. É complicado ser o dedo duro, mas isso TINHA que ter parado antes.

3) Lance Armstrong venceria sem as drogas?
Lance Armstrong seria um bom ciclista, mesmo sem as drogas e talvez até vencesse um Tour em corridas hipotéticas onde todos competissem limpos. Mas jamais saberemos, pois o doping pode levar um ciclista médio a ter um desempenho excepcional. Pela porcentagem de ganho alegada por alguns, e pelos meus cálculos simplificados sem levar em conta subidas, ventos, etc, mas apenas a porcentagem, o ganho equivaleria, no final do Tour, a um dia inteiro pedalando com todos os outros parados na linha de partida. No último Tour de France, de 2012, entre os quinze primeiros não há diferença de meia hora. Para dar mais exemplos, os ciclistas que terminaram em 25.o (Ivan Basso) e 26.o (Thomas Voeckler) terminaram uma hora atrás do vencedor Bradley Wiggins. O último (posição 153) terminou a 03h 57′ 36” do vencedor.
Então os resultados dessa época não valem nada, é como se as competições nunca tivessem acontecido.

4) Comentário do Bradley Wiggins: parece que vai estar tudo bem daqui para frente, mas a história mostra que sempre que tudo parece bem surge alguma coisa.

Um abraço.

Categorias:Outros de Ciclismo

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