Arquivo

Arquivo do Autor

Avaliação de Usuário – Ciclocomputador ROX 9.0 da Sigma Sport (por Fabio)

junho 20, 2011 5 comentários

Caixa contendo o ROX 9.0 e sensores da roda, pedivela e monitor cardíaco (Foto: Fabio)

Gráfico de altitude gerado pelo ROX 9.0 (Foto: Fabio)

Estatística de quilometragem a cada mês gerado pelo ROX 9.0 (Foto: Fabio)

No final do ano passado (2010) resolvi comprar um ciclo-computador que tivesse a função cadência, de preferência sem fio, e também uma interface com PC para armazenar e monitorar o meu desempenho. Estas e outras funcionalidades precisavam estar aliados a um bom custo-benefício. Quando se olha o mercado brasileiro ficamos restritos a poucos modelos, então escolhi o modelo ROX 9.0 da alemã Sigma Sport, marca pouco difundida no Brasil. A compra foi por internet e o total desembolsado saiu por volta de R$ 420,00 e demorou exatos 2 meses para chegar.

Vamos ao que interessa:

Impressões:

. Externamente é simples mas bonito e o produto é muito bem acabado,  foi empregado material emborrachado na base inferior do computador e o acabamento superior é em plástico que imita alumínio polido.

. Ao olhar para o dispositivo tem se a impressão que ele possui muitas funcionalidades e de fato tem.

. Possui muitos botões que nos dão uma falsa impressão de que o manuseio é confuso, mas com o tempo dá até para esquecer alguns.

Instalação:

· Simples, não requer prática nem tampouco habilidade, seguindo o manual não tem erro.

· É preciso confiar no elástico que prende o computador na mesa, já nos sensores(velocidade e cadência) é melhor usar o lacre de plástico.

Utilização:

· É bem simples, mas como mencionado acima precisa se adaptar. O menu é muito simples e intuitivo, a navegação é muito parecida com os modernos sistemas operacionais de celulares, claro que sem o touch screen.

· O botão principal é um dos destaques, pois está encrustado na tela e é de fácil acesso. Esta é a tecla de atalho para iniciar ou parar a gravação das informações que estão sendo aferidas (log).

· Os botões superiores possuem função similar às teclas “Enter” e “Return” de um computador, já as teclas inferiores tem o propósito de rolagem (direita e/ou esquerda).

· Nota-se uma demora na aferição quando saímos da inércia, mas nada que incomode.

· Pode-se regular a intensidade do display dependendo do ângulo de visualização ou mesmo do posicionamento do ciclista.

· Possui uma luz de fundo de cor verde que cobre todo o display de forma homogênea, sendo um aliado para as pedaladas noturnas.

Problemas:

· Até momento nenhum.

Características (Veja a lista completa de funções no link ROX 9.0):

· 11 funções gerais.

· 7 funções de ciclismo.

· 3 funções de cadência.

· 9 funções de frequência cardíaca.

· 7 funções de tempo.

· 3 funções de temperatura.

· 6 funções de altitude.

· 17 funções de subida/descida.

· 2 menus de favoritos.

· Interface via porta USB.

Concorrentes:

· Garmin Edge 500 (Prós: GPS / Software – Contras: Tamanho da carcaça exagerado embora a área de display seja muito boa)

· Polar CS 500 (Prós: Design arrojado / Interface via USB – Contras: Preço e acessórios não inclusos)

· Cateye VC3 (Prós: Preço no Brasil / Contras: Não possui interface com PC)

Vantagens:

· Test drive, você pode simular o seu funcionamento via website.

· Você pode customizar o display inferior e fazer todo o “setup” manualmente via dispositivo ou via software que o acompanha, salvando a configuração em arquivo.

· Pode-se visualizar até 7 itens ou funcionalidades ao mesmo tempo.

· Armazena e recupera até 7 viagens no próprio display. E a função de log tem capacidade para mais de 100 horas de pedaladas.

· A versão 2 do software traz recursos como as de estatísticas que são interessantes, por exemplo: a Distância percorrida, tempo de “equitação” na semana/mês/ano etc. o Comparativo gráfico entre duas ou mais viagens de um mesmo percurso.

Desvantagens:

· Não possui assistência técnica no Brasil.

· Não possui GPS.

· Precisa ajustar o “teto” todas a vezes que temos variação da relação pressão atmosférica x temperatura.

· Não possui função de aferição e visualização parcial, como em outros modelos, o que existe é a função waypoint, que é só visto via software.

Veredicto:

· É um ciclo-computador bastante completo faltando apenas o GPS, e com uma dimensão do display bastante interessante, porém com um visual clássico, ou digamos, menos arrojado.

· O software incluso não chega a empolgar, nem mesmo pode ser compartilhado via website, porém cumpre o seu propósito.

· É uma boa opção de custo x benefício se comparado aos concorrentes.

por Fabio

Categorias:Técnica

A bicicleta no Japão – Enviada por uma ciclista da cidade de Nagoya

junho 14, 2011 5 comentários

Foto A - Carros e Bikes em uma casa (Foto: Laura)

Foto B - Estacionamentos para Carros e Bicicletas nos prédios (Foto: Laura)

Foto C - Farol verde para Carros e Bicicletas ao mesmo tempo mas os carros respeitam (Foto: Laura)

Foto D - Ruas estreitas, muitas vezes sem calçada. Mas boas para pedalar mesmo assim (Foto: Laura)

Foto E - Ciclofaixa improvisada na calçada (Foto: Laura)

Foto F - Rampa para bicicleta sempre que existem escadas (Foto: Laura)

G1 - Estacionamento pago (Foto: Laura)

G2 - Estacionamento pago (Foto: Laura)

Foto H - Até há alguns anos, bicicletas ficavam estacionadas de qualquer jeito (Foto: Laura)

Foto I - Atualmente só é permitido estacionar as bicicletas nos locais certos (Foto: Laura)

Foto J - Compras em supermercado (Foto: Laura)

Foto K1 - Compras em shopping centers (Foto: Laura)

Foto K2 - Compras em shopping centers (Foto: Laura)

Foto K3 - Compras em shopping centers (Foto: Laura)

Foto L - Se for coisa rápida, dá para improvisar estacionamento. Observe o guarda chuva. Significa que se chover, a pessoa vai pedalar segurando com uma das mãos. (Foto: Laura)

Foto M1 - Guidões com luvas para o frio, Bicicletas com acessórios dos mais variados tipos (Foto: Laura)

Foto M2 - Bicicletas com cestas, podem ser feias mas são práticas (Foto: Laura)

Foto N1 - Cadeirinhas na frente e atrás para as crianças (Foto: Laura)

Foto N2 - Cadeirinhas na frente e atrás para as crianças (Foto: Laura)

Foto O - Triciclo para quem não sabe andar de bicicleta (ou não tem muito equilíbrio) (Foto: Laura)

Foto P1 - Bicicleta mais esportiva mas com cesta, até que não fica tão feia (Foto: Laura)

Foto P2 - Detalhe da Bicicleta Esportiva (Foto: Laura)

Foto Q - Tem ciclovia também, principalmente ao longo dos rios (Foto: Laura)

Aqui no Japão as bicicletas estão em todos os lugares, aos montes.
Nas garagens das residências vemos não apenas o carro estacionado. É comum ver também as bikes da família (Foto A).
Nos prédios o normal é ter estacionamento para carros e para bicicletas (Foto B).
Bicicleta por aqui é artigo de necessidade, de utilidade. Existe toda uma infra estrutura para que o seu uso no dia a dia seja viável.
É prático, econômico, saudável, ecologicamente correto….
Numa cidade do porte de Nagoya (mais ou menos 3.000.000 de habitantes), poder contar com a bike e não depender de metrô/ônibus/carro é bom demais não acha?
Impressionante é ver tanta bicicleta circulando, mas nada de ciclovias. Acho que nem são necessárias pois os motoristas costumam respeitar os ciclistas.
Aqui nesse cruzamento existe essa faixa para travessia de bicicletas. Os pedestres devem atravessar pela passarela. O sinal está verde para os carros e para as bikes, mas os carros param direitinho quando tem bicicleta atravessando. Não buzinam, não xingam, não tentam passar primeiro e nem por cima ….. (Foto C)
Assim dá para peladar bem pelas ruas e calçadas. Vale lembrar que aqui rua emburacada é coisa rara. Os mais apressados podem seguir pelas ruas. Não deixa de ser perigoso. Recomendo ir pela calçada
Calçada, via de regra, só nas avenidas e ruas maiores, mas todas rebaixadas nos cruzamentos. As ruas secundárias são estreitas, muitas sem calçada, pouco iluminadas. Mesmo assim pedala-se com tranquilidade (Foto D).
Funciona assim, motoristas respeitam os ciclistas. E os ciclistas respeitam os pedestres.
Pelo menos deveriam respeitar, mas o número de bikes é tanto que para evitar transtornos aos pedestres, nessa calçada da foto improvisaram uma ciclofaixa (FOTO E). Boa idéia não?
Simples, barato e  como aqui, pasmem, não existem camelôs, é bem eficiente.
Outra facilidade é que escada não é obstáculo, sempre tem rampa para as bikes. Facilita a vida do ciclista e não atrapalha o pedestre (Foto F)
E se precisar pegar metrô, tem estacionamento para as bikes por perto de todas as estações. É assim que os japoneses fazem para ir ao trabalho, faculdade, passeios.
Assim vê-se com frequência homens de terno pedalando, adolescentes com uniforme escolar, mulheres de saia e salto, idosos, crianças…. tudo muito normal.
O que está mudando aqui em Nagoya é que atualmente é preciso pagar para estacionar a bike nas proximidades das estações (Fotos G 1 e G2).
A taxa diária é algo em torno de 1 dolar (100 ienes). Preço mais em conta para os mensalistas  (61 ienes), e super especiais para estudantes mensalistas (44 ienes).
Até alguns anos atrás as pessoas deixavam as bikes estacionadas de qualquer jeito. Resultado: atrapalhavam pedestres, cadeirantes, bloqueavam a faixa para deficientes visuais, enfeiavam a paisagem  (Foto H).
Atualmente só é permitido estacionar nos locais certos. Assim as  bicicletas já não causam mais problemas aos pedestres (Foto I).
É o tal negócio. Quando era de graça, as bikes ficavam todas expremidas, faltava espaço pois muitos simplesmente abandonavam as bikes por lá mesmo e principalmente atrapalhando a passagem. Agora paga-se para deixá-la em pé, direitinho, em segurança….
E finalmente, em quase todo lugar que se vá, dá para estacionar a bike sem problemas.
Ir às compras naquele supermercado pequeno (Foto J) ou a um grande shopping, sem problema nenhum (Fotos K 1, K2 e K3).
Farmácia, banco, lojas, hospital, dentista, Mc Donalds………. tudo de bicicleta.
Mesmo que não tenha o estacionamento certinho, dá para improvisar se for coisa rápida (Foto L).
Bom demais não concorda? Não preciso dizer que a bike vai estar lá direitinho te esperando, certo?
As bicicletas para as donas de casa daqui são horrorosas aos nossos olhos.
Quase sempre com cestas na frente e atrás que podem estar cobertas por completo ou apenas com uma rede para proteger as compras de serem eventualmente roubadas, terem acessório para encaixar um guarda-chuva em caso de chuva ou muito sol, espelho, guidão com luvas acopladas para proteger do frio ou do sol, todas invariavelmente com descanço, pézinho….. simplesmente pavorosas, mas muito práticas  (Fotos M 1 e M2).
E tem as com cadeirinhas na frente e atrás para carregar as crianças, muito úteis para as mamães com crianças pequenas. Crianças sempre com capacete (Foto N 1 e N2).
E até triciclo para quem não sabe andar de bicicleta.Terrível, mas facilita bem a vida deles (Foto O).
Mas nem tudo está perdido. Pode-se ter praticidade num modelo mais esportivo. Essa tem cesta na frente, mas até que não estraga tanto a bike não acha (Fotos P 1 e P2) ?
Uma observação final, aqui existem ciclovias sim, principalmente ao longo dos rios que cortam a cidade. Não só para os ciclistas, mas também para quem quer caminhar, correr, passear com o cachorro…. (Foto Q).
por Laura Ywahara