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Archive for the ‘Dicas’ Category

Avaliação de Usuário (IceToolz – Presilha para barra de calça)

janeiro 8, 2012 2 comentários

Presilha para barra de calça - IceToolz (Foto: Paulo Ciclista)

Essas presilhas para prender barra de calça são ótimas. Resolvi fazer essa avaliação de usuário para servir de dica para quem ainda não comprou algo similar. Leia mais…

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Use luvas para fazer as manutenções

Luvas de tecido compradas em loja de material de construção (Foto: Paulo Ciclista)

Essas luvas de tecido encontradas em lojas de materiais de construção são uma boa idéia para quem dá uma de mecânico de vez em quando. As minhas custaram apenas R$ 2,50 o par, perto de casa.
Cansei de sair de casa com as unhas pretas e mãos sujas de graxa, pois por mais que se lave demoram alguns dias para ficarem perfeitamente limpas. Tem também aquela situação em que você precisa interromper para atender o telefone, dar uma mãozinha em casa, etc e nesses casos é só tirar as luvas. Evita também se machucar, pois é comum pequenos arranhões em razão de nossas mãos serem muito frágeis em comparação com as peças mecânicas.
Por tudo isso: não ponha as mãos na graxa. . .
Um abraço.

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A dificuldade de se manter uma rotina regular de pedal

Quadro “A Persistência da Memória” de Salvador Dali (1931) – O autor mostra uma preocupação da humanidade com o tempo

Estávamos conversando recentemente sobre o porquê de não conseguirmos manter uma rotina regular de pedal. Muita gente começa a pedalar no grupo e logo pára, ou tem dificuldade para manter-se em uma forma mínima para pedalar confortavelmente.

Por que será?

A resposta óbvia é que somos ocupados demais. Mas quanto ocupado somos? Note que pedalar regularmente significa pedalar algumas vezes DURANTE a semana. Senão, vira domingueiro, né?

De novo, os números podem enganar. Não podemos responder a isso pensando que o dia tem 24 horas e precisamos de apenas 1 hora para pedalar. A resposta está na quantidade de horas LÍQUIDAS que temos, especialmente morando em uma cidade grande. Veja minha análise:

– Um dia tem 24 horas.

Atividades indispensáveis:

– Trabalho de 8 horas + 1 hora de almoço + 1 hora extra: 10 h

– Trânsito para ir e voltar do trabalho: 45 min para ir e mais 45 para voltar em média: 1:30 min

– Ajudar a preparar as crianças e levar para a escola (tempo extremamente otimista): 30 min

– Jantar: 1 hora

– Tomar banho: 30 min

– Ver a agenda dos filhos, ser entrevistado por eles para lição de casa, checar a matéria para a prova: 1 hora

– Dormir (preparo+sono): 7 horas

Total de horas em atividades indispensáveis: 21:30 horas

Note que sobraram apenas 2:30 h por dia para fazer tudo que não está na lista acima. E entre os conhecidos, é comum fazer mais de uma hora extra de trabalho. É importante observar que uma hora extra a mais nessa situação significa diminuir em mais de um terço (40 % para ser exato) o seu tempo livre !!!

É óbvio que com uma rotina dessa não dá para pedalar regularmente. Das 2:30 h, como é que alguém vai tirar UMA HORA para pedalar? Isso seria quase a metade de todo o tempo disponível para os supérfluos no dia. E garanto que existem “supérfluos” sem fim: ir ao médico, dentista, ler e-mails pessoais… quer mais? Consertar a torneira, trocar a lâmpada que queimou, levar o carro para a oficina…

Fora a chuva, o frio, a bicicleta em manutenção…

Acredito que alguém só vai conseguir pedalar regularmente se realmente achar isso importante. De outro modo, é a primeira coisa que vai cortar da sua rotina corrida.

Mas se decidir pedalar mesmo, tem jeito. Veja algumas coisas que podem ajudar:

1) Rolo de treinamento. É uma alternativa que substitui 3) e 4) muito bem. Dá muito resultado mas é uma coisa diferente, precisa preparar bem. O pneu precisa ser slick no caso de MTB, precisa de um ventilador ligado em sua direção. Normalmente transpira muito, o chão fica todo molhado e os parafusos e cabos da bicicleta enferrujam muito. Se a bicicleta for de aço, vai destruí-la em pouco tempo, todos os tubos vão enferrujar, a tinta descascar.  Normalmente quem usa muito o rolo tem uma bicicleta simples só para isso.

2) Veja se consegue pedalar logo de manhã. Se conseguir, você está feito, vai conseguir manter uma rotina regular de treino.

3) Prepare-se para pedalar de noite: compre faróis dianteiro, traseiro, pilhas recarregáveis. Coloque reflexivos na sua bike, compre roupas claras. Normalmente é o único horário que sobra.

4) Prepare-se para pedalar com chuva. Tem época que chove todos os dias no mesmo horário. Então, ajuda muito se você tiver paralamas e roupas para chuva. Aqui vale o bom senso, é óbvio que não precisa sair para pedalar naquela tempestade de raios, mas em geral a chuva é fina ou já parou.

5) Não deixe para pedalar amanhã se pode pedalar hoje: quando eu já havia pedalado no dia anterior, não pedalava mesmo que pudesse. Hoje, sempre que puder aproveito para dar minha pedaladinha. O dia de amanhã nunca se sabe: pode aparecer algum imprevisto, pode chover muito…

6) Um grande problema é a hora do jantar. Procuro comer algo antes para não chegar com muita fome em casa e comer demais. Isso atrapalha uma eventual pedalada depois.

7) Prepare uma Bike Urbana para usar como transporte. Se conseguir ir trabalhar com ela, você está feito.

Costumo pedalar duas vezes no meio da semana, uma hora de cada vez. A vizinhança já se acostumou a me ver pedalando às 11 da noite.

Apesar de todo o cálculo de horas, acredito que o mais difícil seja sobrar energia e disposição em um dia-a-dia tão exigente. Mas pedalar nos torna fisicamente mais resistentes e tranquiliza a cabeça.

Um abraço.

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Identificação para emergência

Costumo dizer que é em situação de emergência que os bons hábitos aparecem. Espero que nunca seja necessário, mas me sinto mais seguro levando uma identificação como essa junto com o documento de identidade:

IDENTIFICAÇÃO PARA EMERGÊNCIA
Nome
Paulo Ciclista
Doc. Identidade (RG)
99.999.999 SSP/SP
Sangue
A+ (exemplo)
Nascimento
01/01/01
Sexo
Masculino
Alergia
Alergia a medicamento xxx, picada de insetos
Medicamentos
Não toma
Cirurgias feitas
Não fez
Condições
Diabético (exemplo)
Vacinas
Difteria e Tétano válidos até: 99/9999
Médico
Dr. José – Cardiologista, Fone 11-9999-9999
Plano de Saúde
Xxxxxx: 12345
Telefone para Contato
(11) 9999-9999 (casa)
(11) 9999-9999 (cel. esposa)
Endereço
São Paulo

O motivo de me identificar dessa forma é que nem sempre estou em um grupo conhecido, muitas vezes pedalo sozinho. Às vezes estou até em outra cidade ou no meio do mato.

Existe muita discussão sobre a validade de colocar o tipo sanguíneo, considerando que SEMPRE fazem os testes de compatibilidade antes de uma transfusão. Mas parece que ajuda sim em emergências para ganhar alguns minutos, pois enquanto aguardam a identificação podem adiantar outros procedimentos.

Se você tiver mais informação, mande comentários ou me escreva por favor.

Um abraço

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MP3 – Um bom fone de ouvido para pedalar

dezembro 1, 2010 5 comentários

Fones de ouvido com ganchos

Nenhum site recomendaria ouvir música enquanto pedala, nem este. Mas muitos conhecidos fazem isso, inclusive Alberto Contador. Perguntaram em uma entrevista que música ele ouve para se animar para o contra-relógio, não respondeu de jeito nenhum: “top secret :-)”.
Se for inevitável usar fones, que seja da forma mais segura possível. Acredito que os fones pequenos que caem do ouvido são fontes de preocupação extra e perda de concentração. Esse tipo de fone da foto não cai  nem mesmo em situação de sprint ou quando se olha para trás e dá muita liberdade de movimento.

Cuidado com o volume, som alto no fone de ouvido é extremamente prejudicial. Não é o mesmo caso, mas o Eric Clapton está com problemas nos ouvidos de tanto ouvir som alto nos shows e disse em entrevista que ouve um zumbido constantemente.

Em tempo: Pedalar ouvindo música pode ser prejudicial à saúde, aumentando o risco de acidentes.

Um abraço…

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Como pedalar em segurança no trânsito – Dez lições

novembro 4, 2010 2 comentários

Colisão do tipo 1 (Imagem do site http://bicyclesafe.com/)

Este site em inglês é muito bom. São dez situações de perigo no trânsito e como evitar. O site permite a livre utilização para fins não lucrativos então aqui vou eu, divulgando. Eu mesmo já tomei alguns sustos que poderiam ter sido evitados com a leitura deste site. Se você não lê em inglês, tente entender pelas figuras:

http://bicyclesafe.com/

O site é bom mesmo, veja a quantidade de agradecimentos:

http://bicyclesafe.com/fanmail.html

Revisão de alguns pontos:

– É melhor andar um pouco mais afastado da guia. Você fica mais visível na esquina e tem mais espaço para desviar de carros que venham pelo lado direito;
Uma observação extra nesse sentido (não está no site) é que quando se anda muito próximo à guia existe o risco de ser espremido por carros que tentam passar pela mesma faixa. Andando um pouco mais longe, esses carros são obrigados a mudar de faixa, deixando o espaço de 1,5 m em acordo com a legislação de trânsito brasileira. Sempre com muito bom senso. Um colega me avisava disso toda vez, demorei a perceber e a incorporar, mas é viável somente quando você está em velocidade próxima ao do fluxo. Senão, atrapalha demais o trânsito.

– Não passe muito próximo de carros parados, deixe espaço para portas abertas de repente;

– Não ande na contramão. As estatísticas mostram que é mais perigoso: Estatísticas de acidentes;

– Cuidado ao parar no lado direito dos carros nos faróis (já levei DOIS sustos fazendo assim);

– Escolha ruas largas;

– Escolha ruas sem movimento;

– Nos fins de semana à noite, evite as ruas principais, têm mais motoristas bêbados;

– Não ultrapasse pela direita;

– Use faróis e roupas claras, buzine;

– Sinalize que vai virar;

Coloque comentários à vontade sobre situações de perigo que tenha passado.

Um abraço.

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Pedalando na chuva

outubro 15, 2010 2 comentários

Mario Cipollini - Tour of California (foto de http://www.bicycle.net)

Basta uma chuvinha durante a noite para muitos ciclistas deixarem a bicicleta na garagem e perderem os melhores dias para pedalar. Mas não precisa ser assim! O homem nasce nu mas adapta-se ao meio ambiente desde o Deserto do Saara até o Polo Norte usando as roupas e os equipamentos.

Depois de tanto tomar chuva e passar frio, resolvi encarar esses problemas de frente. Hoje acredito que se você não sai para pedalar por algum motivo relacionado ao tempo é porque não tem os equipamentos adequados. Logicamente dentro de um parâmetro civilizado, pois ninguém vai sair para pedalar debaixo de uma tempestade brava. Mas confesso que em diversas ocasiões já fui apanhado nessa situação, como no dia em que esqueci de ver a previsão do tempo no Japão e fui apanhado pela chuva torrencial de uma tempestade de vento. Só tinha eu na rua, lá as pessoas têm o hábito de ver a previsão do tempo.

Você pode achar que sou maluco por sugerir andar na chuva. Mas quando se começa a pedalar a sério é inevitável, pois fica-se muito tempo sobre a bicicleta e o tempo muda. As defesas  são a capa de chuva especial para ciclistas (veja a foto) e paralamas.  Encomendei a minha capa na loja exatamente do meu tamanho e esperei duas semanas até chegar, pois gosto de ajuste perfeito. Quanto aos paralamas, a minha bicicleta utilitária já tem mas estou há algum tempo procurando paralamas integrais, pois aqueles curtos de Mountain Bike não oferecem proteção do jeito que eu quero. Quero a melhor proteção possível, pois não dá para ser feliz com a sujeira preta do asfalto na roupa e na bike.

Normalmente quando pedalo sob a chuva não sou o único louco: já vi dezenas de pescadores na chuva usando aquelas capas amarelas, um monte de pessoas (às vezes mulheres lindas) correndo sob chuva torrencial no Parque do Ibirapuera. Mas ciclistas são bem poucos, confesso. . .

Cuidado 1: o chão fica liso e requer atenção. Já vi dois tombos na minha frente e em um deles o ciclista bateu forte com o capacete no chão.

Cuidado 2: os carros não lhe enxergam bem na chuva. Se tiver faróis, é melhor acender. . .

Veja também: 2011.10.16 – 50km + 50km sob chuva torrencial

Um abraço.

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