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Archive for the ‘Meio Ambiente & Ciclismo’ Category

Quase tanto quanto um carro…

fevereiro 24, 2014 Deixe um comentário

Minha quilometragem média anual de bike tem ficado em torno de 5.000 km. De carro, cerca de 8.500 km, mesmo dirigindo diariamente.

Se houvesse uma via decente para a bicicleta, essa minha quilometragem facilmente dobraria, pois deixaria de usar o metrô.

É mesmo um veículo fantástico, não? Só faltam as vias!

Um abraço.

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A Casa Modernista (Era uma vez duas irmãs…)

setembro 9, 2012 2 comentários

Casa Modernista – Vista do quintal (Foto: Paulo Ciclista)

Casa Modernista – Sacada do andar superior (Foto: Paulo Ciclista)

Casa Modernista – Através da porta é possível ver o quintal dos fundos. Isso acontece com todas as quatro portas do térreo e também com as do piso superior. (Foto: Paulo Ciclista)

Família Klabin. Da esquerda para a direita, os filhos: Jenny (nascida em 1898), Luiz (1900), Mina(1896) e Emannuel (1902). Bertha Osband (em pé) e Maurício Klabin. Foto da reportagem – O Klabin “pobre” – da Gazeta Russa, clique na foto para ler a reportagem completa. Segundo a reportagem, a foto pertence à “Coleção Gregori Warchavchik Fonte Bibliográfica: Aquino, Paulo Mauro Mayer de (org.). Gregori, Warchavchik – Acervo Fotográfico vol.I e vol.II, São Paulo, edição Família Warchavchik, 2005 e 2007”

Mapa para ir a pé da Casa Modernista até o Museu Lasar Segall. As duas casas são bem próximas entre si (Mapa Google).

Placa no Museu Lasar Segall (Foto: Paulo Ciclista)

A Casa Modernista é um interessante ponto turístico na Vila Mariana, próximo ao Metrô Santa Cruz. Considerando que o site da Casa Modernista já é excelente,   esta postagem tem como objetivo apenas mostrar a casa do ponto de vista de um ciclista, frequentador assíduo e apaixonado pelo local.

Explicando um pouco as fotos, uma das fotos da  Casa Modernista mostra um aspecto curioso: quando se fica de frente para qualquer porta, dá para ver o outro lado da casa. Isso acontece com as quatro portas do térreo e também com as portas do piso superior. Achei isso um aspecto interessante, que torna diferente também as divisões internas. Mas isso é apenas a minha visão de leigo. Como já vi muitas pessoas estudando a casa, deve existir opinião melhor…

Quando fui de bicicleta, pude deixá-la encostada a uma das inúmeras árvores, mas é preciso falar com o guarda, pois não existe um estacionamento formal para bicicleta. Mas o quintal é enorme, sendo uma das atrações da casa, portanto não deve haver problema.

Quando visito a Casa Modernista é impossível não lembrar do Museu Lasar Segall , pois as moradoras das duas casas eram irmãs entre si. Mina Klabin era casada com o arquiteto Gregori Warchavchik que projetou as duas casas, enquanto sua irmã, a escritora Jenny Klabin, era a esposa de Lasar Segall. Então imagino que as moradoras dessas duas casas se frequentassem bastante. Mesmo porque elas são bem próximas, veja no mapa. A única foto que tenho do Museu Lasar Segall é da simpática placa dando as boas vindas aos ciclistas. Mas é um espaço muito interessante com diversas atividades, veja no site deles. Gostei muito dos quadros expostos, são bem expressivos. Para mim Lasar Segall foi um grande artista.

Próxima à Casa Modernista também passa a Rua Maurício Francisco Klabin  (o pai das duas) que leva ao bairro Chácara KLABIN. Por tudo isso, é evidente a importância dessa família na história da região e também o grande legado para nós na forma desses dois pontos turísticos.

Uma curiosidade mais atual é que o filho de Jenny Klabin e Lasar Segall, Maurício Klabin Segall, é marido da conhecida atriz Beatriz Segall.

Realmente é uma bela viagem no tempo, a visita a esses lugares. E a entrada é franca para ambos.

Um abraço.

Veja como fazer uma ciclovia e uma calçada onde não há espaço.

Cidade de Okazaki – Japão (Foto: Google Street View)

Frequentemente ouvimos falar em São Paulo que não há espaço para fazer ciclovias. Então resolvi mostrar esta foto do Japão, de uma cidade onde eu ia toda semana (Okazaki, 370 mil habitantes). O que se vê nessa foto é comum no Japão, em quase todos os lugares onde se vai: a calçada é só pintada!!! Repare também em outros detalhes, tudo para ganhar espaço de circulação: os postes são colocados na beirada, próximos aos muros; a água da chuva corre por uma canaleta na beirada, coberta por tampas de concreto (note que deste modo esta parte fica nivelada, permitindo caminhar sobre a tampa); não tem NENHUM carro estacionado no caminho, NENHUM obstáculo. As bicicletas e os pedestres dividem essa estreita faixa pintada e os carros respeitam sem problema. De quebra, repare também que não existe absolutamente lixo no chão, nada de cocô de cachorro (gosto desses amigos de quatro patas, sim). Veja também a tampa do bueiro no meio da rua: impecavelmente nivelado com o asfalto. Para finalizar, as ruas do Japão INTEIRO são assim organizadas e limpas. O que falta para termos ruas assim?

Sua mãe pedala?

Se você mora em alguma cidade grande, provavelmente sua resposta é NÃO.

Se você fizesse a mesma pergunta no Japão, a resposta provável seria: “SIM, ela vai às compras todos os dias de bicicleta. Assim como a minha AVÓ.”

Mas por que isso acontece? Com certeza NÃO é porque os carros respeitam os ciclistas lá, nem é por causa das ciclovias. É porque existe uma diferença conceitual grande: os ciclistas no Japão pedalam na CALÇADA. E em velocidades muito baixas, sem NENHUM risco de atropelamento nem pressão dos carros buzinando na traseira. O risco que um ciclista corre lá é parecido com o de um pedestre na calçada, o que é totalmente diferente do ciclista em São Paulo.

Recentemente o esforço das autoridades no Japão tem sido no sentido dos ciclistas mais rápidos pedalarem nas ruas junto com os carros. Isso porque começaram a ocorrer muitos acidentes entre os ciclistas e os pedestres. Mas pelo que os amigos de lá me contam (eu morei lá mas faz muitos anos então confirmo com eles, pois posso estar desatualizado), o pessoal pedala mesmo é na calçada.

Obviamente o ideal seria ter ciclovias em todas as ruas, mas sabemos que isso é impossível por falta de espaço.

É importante a discussão sobre o uso da calçada por bicicletas, porque aqui em São Paulo isso tem aumentado, especialmente nos bairros onde as calçadas são melhores como a zona sul. Veja a região da Vila Clementino, Vila Mariana e Paraíso por exemplo, o número de ciclistas na calçada só aumenta. Lembre-se que, pela nossa legislação de trânsito, só é permitido pedalar na calçada se houver sinalização. Mas se as calçadas forem todas rebaixadas para os cadeirantes e carrinhos de bebê, a tendência é que muitos ciclistas também sigam por lá.

Acho que a bicicleta deve ser um meio de transporte também das crianças, das senhoras e dos senhores de idade, não apenas dos ciclistas esportivos com grande habilidade para fugir dos carros. Se uma bicicleta a 40 km por hora é mais parecida com uma moto e deve compartilhar a rua, uma bicicleta em baixa velocidade é mais parecida com um pedestre e deveria compartilhar a calçada (boas calçadas rebaixadas e sem obstáculos). Mesmo que ocorram eventualmente esbarrões entre ciclistas lentos e pedestres, os resultados nem se comparam ao de um carro atropelando um ciclista. Pedalei por três anos diariamente no Japão e nunca vi um ciclista atropelando um pedestre. No Japão, resolveram diversos problemas de uma só vez: o dos cadeirantes, pedestres e ciclistas, todos compartilhando a calçada. Resultado: todos pedalam, ninguém morre atropelado…

Por último: minha resposta é SIM: minha mãe com quase sessenta anos pedalava diariamente no Japão, indo para todos os lugares. E NÃO: hoje mora em São Paulo, então é complicado…ela ainda tem duas bicicletas e até poderia levar no parque. Mas o grande barato dela era usar no dia-a-dia…
Um abraço.

Veja também:

A bicicleta no Japão

Como fazer uma ciclovia de verdade

Que rio é esse?

Riacho no Parque do Ibirapuera (Foto: Paulo Ciclista)

Não parece um riacho límpido do interior com pescadores no barco? E com direito até a água espirrando com a remada? Pois é, mas é o riacho dentro do Parque do Ibirapuera, aquele que sai da SABESP e vai em direção ao lago. Tirei essa foto porque estava passando de bike bem sobre a pequena ponte do riacho e vi o barco que ia passar sob a ponte. Os dois “pescadores” no barco na verdade estavam catando garrafas pet, sacos plásticos e outros lixos das margens do riacho…pois é. Mando um abraço aos dois barqueiros, parabéns pelo trabalho.
Um abraço.

Biblioteca Viriato Corrêa – Vila Mariana

Biblioteca Viriato Corrêa na Vila Mariana (Foto: Paulo Ciclista)

Um amigo me disse certa vez que uma coisa legal da cidade de São Paulo é que tem muita coisa para se fazer e de graça. Concordo com ele e um lugar interessante para se visitar é a Biblioteca Viriato Corrêa na Vila Mariana (Rua Sena Madureira, 298). Se for de bicicleta, é preciso levar cadeado e corrente, pois não tem bicicletário e o único lugar que achei foi nos três mastros de bandeira.

Parte da coleção de Gibis da Biblioteca (Foto: Paulo Ciclista)

O ambiente é bem agradável e tem um jardim de inverno que torna tudo muito iluminado e alto astral. É uma biblioteca antiga, com bastante gibis e livros infanto-juvenis. Tem muitos livros antigos que ultimamente acabaram se tornando modernos com essa onda de transformar os personagens de gibis e livros antigos em filmes. Tem gibis dos X-Man, Homem-Aranha, Capitão América, além de traduções de mangás japoneses como Naruto e Lobo Solitário. Um livro interessante que encontrei lá foi “O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa”  da série “As Crônicas de Nárnia” publicado em 1950. Existem diversos exemplares, dois deles encadernados em capa dura, de 1950.

Estamos em uma época de pesquisas rápidas na internet e livros eletrônicos, mas os livros e revistas em papel têm o seu charme. Espero que isso nunca acabe.

Essa biblioteca é realmente um pequeno paraíso para as crianças e também para os adultos.

Um abraço.

Comprimento da nova ciclovia do Parque do Ibirapuera – OK

Placa de início da ciclovia com o comprimento correto (Foto: Paulo Ciclista)

1) Comprimento da ciclovia: 2745m (medida oficial, também de acordo com meu ciclocomputador aferido);
2) Fazendo a volta pela subida da SABESP: 3061m (ajustado pela medida oficial) ;
3) Indo pela subida da Administração: se cortarmos o caminho pelo lado esquerdo pela “Subida dos Skatistas” ou “Subida da Preguiça” sem contornar pela ciclovia, dão 2715m. Acho que os corredores sobem por lá ao invés de ir pela ciclovia porque não há espaço para seguir o traçado da ciclovia pela lateral. Como disse o Marcio, acredito que 2700 m seja uma boa medida para os corredores, pois eles correm por dentro da pista. Além do mais é um número redondo, fácil de memorizar.
Essas medidas foram acrescentadas posteriormente neste artigo (07-ago-2011) após sugestão de leitor-corredor (veja os comentários).

Artigo Original:
A Administração do Parque do Ibirapuera consertou as placas da ciclovia, agora estão marcando as distâncias corretas. As placas intermediárias foram colocadas mais adiante, a placa de 3000 km foi eliminada e foi trocada a placa de início da ciclovia, contendo agora a marcação de 2745 m.

Ficaram ótimas. Parabéns à Administração.

O erro havia sido detectado por um leitor: 2011.05.01 – Fim de semana – Comprimento da nova ciclovia do parque do ibirapuera

Um abraço.