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Archive for the ‘Outros de Ciclismo’ Category

Baú de Moto na Bike?

setembro 26, 2015 3 comentários

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Quando se começa a usar a bike no dia a dia, surge a necessidade de se transportar coisas: roupas, capa de chuva, toalha, câmara de ar, pequenas ferramentas.
Após tentar diversas alternativas como bolsas laterais, mochila nas costas ou amarrada diretamente no bagageiro, resolvi instalar um baú de moto. Pesquisei os modelos do mercado, medi o espaço no bagageiro e fui lá para a Rua General Osório, “point” dos acessórios de moto em São Paulo. O resultado é o que se vê nas fotos: um conjunto bonito, leve e prático.
O baú tem uma única chave que permite duas funções: abrir e retirar da base para transportar como se fosse uma maleta.
Pontos positivos:
– Fica mais rápido para estacionar a bike porque não é necessário prender ou soltar nada;
– Quando começa a chover, pode-se colocar celulares e documentos dentro;
– Pode-se deixar as ferramentas básicas, capa de chuva, etc permanentemente no baú, e a mochila acaba ficando mais leve;
– Pode-se deixar o capacete na bike, e até mesmo um sapato;
Cuidados:
Apesar do baú ser leve, com a carga acaba ficando com um certo peso (em torno de 10 kg com uma mochila pesada dentro). Isso exige bastante do bagageiro e dos parafusos que o prendem na bike. E com a vibração esses parafusos tendem a se soltar. Recomenda-se porcas auto-blocantes e uma verificação diária dependendo do percurso.
Detalhes técnicos:
– Capacidade do baú: 27 litros;
– Sistema de abertura e remoção do baú: chave única, ficando uma base presa ao bagageiro;
– Fixação do baú no bagageiro: através dos quatro parafusos e ferragens do próprio kit que acompanha o baú. Não foi necessário nenhuma adaptação.

Fico à disposição, caso goste da ideia.
Um abraço.

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Feliz 2014 !!!

Planeta Terra vista da órbita da Lua (Foto: NASA)

Planeta Terra vista da órbita da Lua (Foto: NASA)

Essa bela foto foi tirada por um astronauta da Apollo 8 orbitando a Lua em 1968.
Essa foto representa bem o meu atual estado de espírito, voltado à preservação da natureza. Estou reescrevendo a minha mensagem a pedido das minhas crianças.
Feliz 2014 !!!

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O que fazer se tiver duas horas livres?

março 2, 2013 4 comentários

Represa Billings - São Paulo (Foto: Paulo Ciclista)

Represa Billings – São Paulo (Foto: Paulo Ciclista)

Se por sorte lhe sobrarem duas horas, por exemplo das 6 às 8 no sábado, veja se não dá para pegar uma estrada. Se a bike estiver em ordem e as pernas idem, duas horas lhe permitem percorrer aproximadamente 50 km, o suficiente para sair bastante da cidade. Deixo essa dica porque às vezes se pensa que é preciso mais tempo, meio dia ou um dia para pegar uma estrada. Digo que duas horas são suficientes para um pedal muito bom, sentar-se dez minutinhos à beira da represa, comer uma fruta e voltar.
Em geral esses pedais de improviso são solitários, pois para juntar a turma, perde-se fácil meia hora ou mais. Mas será que é perigoso pegar a estrada sozinho? Olha, acredito que os maiores perigos estejam mesmo dentro da cidade (os carros)…mas pedale por rodovias que conhece.
Um abraço.

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Como fazer um adaptador para V-Brake

fevereiro 2, 2013 8 comentários

Adaptador para cabo de V-Brake

Esses adaptadores são úteis para os freios traseiros de bikes antigas, como por exemplo, as Specialized Stumpjumper de 1993 ou 1994 e as Mongoose IBOC de 1994. Mas acredito que possam ser úteis para outros modelos da época porque era moda cada fabricante inventar a sua própria maneira de passar os cabos. Para citar outro exemplo, o cabeamento da minha GT Karakoram é extremamente peculiar, talvez um adaptador desse seja útil algum dia para mim. Como um leitor me escreveu perguntando a respeito, entrevistei o Paulo Francisco (de São Caetano) pelo Skype e publico aqui o conteúdo com a sua autorização:
[15:01:29] Paulo Ciclista: paulão
[15:01:53] Paulo francisco: Olá como vai vc.
[15:02:35] Paulo francisco: Andaste sumido.
[15:02:48] Paulo Ciclista: tudo bem. Tem um cara que tem uma Mongoose igual a sua e pergunta como você fez o adaptador para V-Brake.
[15:04:01] Paulo francisco: Hmm,diga a ele que eu adaptei usando uma braçadeira comercial.


[15:10:49] Paulo francisco: É,na verdade eu não fiz um desenho da peça,já que era uma só e pra meu uso.Se vc quiser me apresente a ele e eu faço um croqui do suporte.


[15:12:14] Paulo francisco: Vc se encontra frequentemente com ele ?
[15:12:47] Paulo Ciclista: Não. É leitor do blog.
[15:14:46] Paulo francisco: Ah, aí é difícil;mas vamos lá, pra fazer a tal peça é necessário uma certa habilidade e ferramentas, por acaso êle teria ?
[15:15:28] Paulo Ciclista: Ah ah, não sei. Começa falando o tipo de braçadeira que você usou. Parece aço inox.
[15:22:51] Paulo francisco: Olha,primeiro comprar uma braçadeira de aço inox na Florêncio de Abreu (nota:uma rua de São Paulo onde tem muitas lojas de ferramentas), em seguida conseguir um tarugo cilíndrico também de inox.Fazer com o tarugo uma peça idêntica àquela que apoia o conduite e está soldada no quadro,finalmente soldá-la com solda prata.Tudo isso é possível de ser feito com ferramentas simples exceto a solda que poderia ser numa oficina.
[15:23:28] Paulo Ciclista: E esse tarugo, onde arrumou?
[15:24:14] Paulo francisco: Num ferro-velho de inox,por incrível que pareça existe.
[15:24:52] Paulo Ciclista: Como ficou no formato certo?
[15:25:46] Paulo francisco: Perfeito, do mesmo tamanho.
[15:26:05] Paulo Ciclista: Como você fez para ficar no tamanho certo?
[15:26:40] Paulo francisco: Já comprei o tarugo na medida.
[15:26:57] Paulo Ciclista: Mas isso foi muita sorte, não?
[15:28:01] Paulo francisco: Não muita,existe uma infinidade de tamanhos e sempre haverá algum que se aproxime.
[15:28:20] Paulo Ciclista: Mas não teve que tornear ou furar nada?
[15:36:52] Paulo francisco: Fiz assim:cortei um pedaço do tarugo um pouco maior,coloquei-o no mandril da minha furadeira de bancada. Com uma lima e a furadeira girando arredondei a ponta,retirei da furadeira prendi com um alicate de pressão e furei longitudinalmente com um diâmetro para passar o cabo,a seguir da mesma forma alarguei com uma broca maior o furo inicial (sem trespassá-lo) com a medida do conduite e finalmente com uma serra fiz um talho longitudinal para encaixar o cabo.Uma limadinha aqui acolá lixa e está pronto para soldar.
[15:38:33] Paulo francisco: A,esqueci de dizer para cortar o excesso de comprimento após retirá-lo do mandril.
[15:39:13] Paulo Ciclista: E a braçadeira? Foi difícil para cortar o excesso?
[15:41:08] Paulo francisco: Não não, há vários comprimentos de braçadeiras,o importante é comprá-la na largura que combine com a peça.
[15:41:39] Paulo Ciclista: E a solda? É difícil de encontrar?
[15:43:29] Paulo francisco: Não acho,qualquer oficina que tem maçarico faz soldas com prata,no meu caso eu mesmo fiz.
[15:46:14] Paulo francisco: É claro que a natureza fez de tudo pra me atrapalhar,fechou a maioria dos ferro-velhos,afastou as lojas de soldas,sumiu com as braçadeiras etc,mas eu estou habituado com essas dificuldades.
[15:46:46] Paulo Ciclista: ah ah ah…você é persistente…
[15:47:06] Paulo Ciclista: posso colocar essa nossa conversa no blog?
[15:47:26] Paulo francisco: Ciclista né,claro que pode.
[15:48:24] Paulo francisco: Ciclista está habituado com as dificuldades,ainda mais onde a gente vive né.
[15:48:40] Paulo Ciclista: ah ah…aqui tudo é mais difícil e caro…


Acho muito interessante essas dicas do Paulo Francisco porque mostra a sua criatividade no desenho da peça e a persistência na procura pelos materiais. Acredito ser uma filosofia aplicável a muitos outros casos, no intuito de melhorar a amada bike.
Um abraço
Leia também: Mais que uma volta ao mundo – Uma bike com 50000 km

 

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Alinhamento de roda e tensão nos raios

janeiro 7, 2013 2 comentários

Recebi pelo Facebook este vídeo interessante sobre alinhamento de roda. Costumo fazer em casa mesmo a montagem e o alinhamento das minhas rodas mas sempre tive dúvidas em relação à tensão correta nos raios. Achei interessante no vídeo a maneira como a resistência lateral da roda é testada e também a medição da tensão nos raios. Existem meios mais científicos do que apertar os raios com as mãos ou bater neles com uma ferramenta e ouvir o som. No site da Park Tool também tem um link interessante sobre a medição de tensão nos raios: Wheel Tension Measurement. Embora raramente tenha tido problemas com rodas devido ao meu baixo peso, vou conversar com o meu mecânico favorito. O objetivo é sempre fazer a manutenção de forma mais científica possível, pois é a maneira comprovada, replicável e portanto mais segura.
Um abraço.

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Jamis Aurora Elite

Jamis Aurora Elite. (Clique na foto para ir ao site do fabricante)

Jamis Aurora Elite de cromoly. (Clique na foto para ir ao site do fabricante)

Fiquei bem impressionado com essa bike! Veja os detalhes nesta avaliação: Review Jamis Aurora Elite que é de algum ano anterior, mas tudo bem. Tente ver as fotos, ok? Esse tipo de bike não costuma mudar muito de ano para ano. Essa da foto é de 2013, mas o de 2012 já era bem parecida e tinha uma cor ainda mais linda, tem um link no site do fabricante. Essa bike vem totalmente equipada para um cicloturismo leve e vem com uma útil mesa facilmente regulável.
Lembro novamente que existem lojas ótimas representando essa marca no Brasil. Só não se lembram de trazer essas bikes de aço.
Um abraço.

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Trike – Relato de Viagem (Até o Alaska e de volta novamente)

novembro 14, 2012 1 comentário

Trike carregada, na neve e em meio a muito vento (Foto: Heidi Domeisen)

Clique na foto para ir ao relato de viagem de 2004. Heidi foi sozinha de North Carolina nos Estados Unidos até o Alaska e voltou, pedalando uma Trike. Foram 317 dias de viagem, 21.035 km percorridos. Ela é bem humorada, esccreve bem e tira ótimas fotos. Na época, publicou um post a cada dia e foi seguida por centenas de milhares de leitores, sendo que alguns até ficavam esperando ela passar, pois dava para adivinhar mais ou menos o percurso.
Tem muitas coisas interessantes nesse relato, mas algumas me chamaram atenção:
1) A incrível distância e o imenso vazio do seu destino.
2) O uso do correio para despachar as coisas desnecessárias, aliviando a carga.
3) A bagagem bem arrumada na Trike.
4) A liberdade para viajar e dormir em qualquer lugar.
Há muitos anos, eu mesmo já tive tempo infinito e até fiquei três anos morando no exterior, afastado de todos. Atualmente não estou podendo ficar tanto tempo, mas história como essa me inspira a ter, de vez em quando, UM DIA como as de Heidi.
É uma boa leitura para o feriado. Eu demorei alguns meses para ler tudo.
Um abraço.

Veja também: Trike-com-certeza-um-parente-da-bike/